Bloqueados no Brasil, mercados de previsão somaram 2,1 milhões de acessos no 1º trimestre

Os 27 domínios ligados a mercados de previsão bloqueados pelo Governo Federal, na última sexta-feira (24), registraram 2,18 milhões de acessos no Brasil no primeiro trimestre de 2026. O levantamento utiliza dados de tráfego digital compilados pelo Aposta Legal.

O volume indica presença relevante dessas plataformas no país, mesmo em um cenário de incerteza regulatória. Antes da medida oficial, serviços como Polymarket e Kalshi já atraíam usuários brasileiros de forma consistente.


Nos últimos dias, as autoridades federais determinaram a retirada do ar de sites considerados irregulares. O entendimento oficial aponta que parte dessas empresas oferecia contratos financeiros baseados em eventos futuros. Portanto, na prática, esses produtos poderiam se enquadrar como apostas sem autorização no Brasil.

Entre os exemplos citados estão contratos sobre resultados eleitorais, partidas de futebol e variações de preço do Bitcoin. Além disso, há apostas sobre decisões políticas, como desistência de candidatos.

Como funcionam os mercados de previsão

Os mercados de previsão operam como ambientes de negociação, neles, usuários compram e vendem contratos atrelados a eventos futuros. O preço desses contratos reflete a probabilidade atribuída ao resultado.


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Se um ativo custa R$ 0,65, por exemplo, o mercado indica 65% de chance para aquele desfecho. Caso o evento ocorra, o contrato paga R$ 1,00. Caso contrário, o valor é zerado.

A Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) afirma que, independentemente da nomenclatura, o modelo se assemelha às apostas de quota fixa. Nesse formato, o usuário assume risco financeiro em troca de um possível retorno futuro baseado em probabilidades.

Ademais, a legislação brasileira proíbe apostas relacionadas a eleições. Ainda assim, ao menos cinco plataformas bloqueadas ofereciam esse tipo de contrato.

Plataformas concentram maior parte dos acessos

A análise revela forte concentração de tráfego entre poucas empresas, as cinco principais plataformas responderam por 92,2% dos acessos totais. Enquanto isso, outras 22 dividiram menos de 8% do volume.

A Polymarket liderou com 1,46 milhão de acessos, o equivalente a quase dois terços do total. Em seguida, a Kalshi registrou 250 mil acessos, com 11,4% de participação.

Na sequência, aparecem plataformas com perfis distintos, a Robinhood somou 118 mil acessos, mesmo sem operar formalmente no Brasil. O tráfego está ligado ao lançamento de contratos de eventos nos Estados Unidos.

O IBKR ForecastTrader registrou 91,7 mil acessos, já a PredictIt alcançou 96,3 mil acessos no período analisado.

Outro ponto relevante envolve o bloqueio preventivo. Dez das 27 plataformas tinham baixa ou nenhuma presença no Brasil. Entre elas estão OG, Fanatics Markets, Novig e outras.

Essa estratégia indica mudança na atuação regulatória, em vez de reagir ao crescimento dessas plataformas, o governo optou por bloquear previamente serviços com características semelhantes a apostas.

Por fim, países como França, Portugal, Holanda, Argentina e Colômbia também adotam restrições semelhantes.

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