Com NFL no topo, indústria esportiva faturou US$ 174 bilhões com negociações de direitos em 2025

A indústria esportiva engrenou, na última década, uma forte tendência de alta nas negociações de direitos comerciais e de mídia, que aparenta não ter limites.

É o que revela o relatório Sports IP Revenue League 2026, da empresa britânica Two Circles, especializada em marketing esportivo e de entretenimento.


O estudo mostra que, em 2025, as receitas agregadas dos negócios envolvendo propriedades intelectuais do esporte atingiram a soma de US$ 174 bilhões.

Desde 2015, quando o faturamento agregado ficou em US$ 115 bilhões, esse mercado global vem crescendo a uma taxa média anual de 6%.

O detalhe é que o índice talvez pudesse ser ainda maior, não fosse pelos impactos da pandemia de Covid-19 (que fechou estádios, paralisou campeonatos e forçou reduções em contratos comerciais e de mídia), embora o estudo da Two Circle não se debruce sobre essa questão.


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O relatório projeta que as receitas advindas da propriedade intelectual poderão render para a indústria esportiva um total de US$ 260 bilhões em 2033, isso com base em uma média anual de crescimento prevista em 5%.

Ligas que mais faturam

Em termos absolutos, as organizações esportivas dos Estados Unidos ocupam o topo do ranking entre as que mais faturam com negociações de propriedades intelectuais. Sozinho, o país concentrou 56% desse mercado no ano passado.

A liderança pertence à National Football League (NFL), com uma receita de US$ 14,9 bilhões em 2025 e uma taxa composta anual de crescimento (CAGR, na sigla em inglês) de 7% na última década.

Na sequência, aparece a National Basketball Association (NBA), com faturamento de US$ 8,1 bilhões no ano passado e uma CAGR de 23% no mesmo período.

A terceira colocação do ranking traz uma surpresa, pelo menos para o grande público. Nada de liga norte-americana, entidade de futebol sediada na Europa ou mesmo competição de motor.

Essa posição é ocupada pelo HK Jockey Club, com sede em Hong Kong, na China, que obteve receitas de US$ 6,4 bilhões, com uma CAGR de 26%.

Fundada em 1884, ainda sob domínio britânico, a instituição sem fins lucrativos passou a deter o monopólio sobre a exploração de apostas em corridas de cavalos e futebol na metrópole asiática.

A exclusividade no direito de operar esses serviços torna o HK Jockey Club um dos maiores empregadores de Hong Kong e também a organização que mais arrecada tributos (HK$ 28,6 bilhões, em 2023), além de ser a principal financiadora de projetos de caridade (HK$ 7,3 bilhões).

Futebol

A quarta colocação no ranking pertence à Premier League, que é a organização mais bem posicionada entre as que se dedicam ao futebol, com receitas de propriedade intelectual na casa dos US$ 5,3 bilhões e uma CAGR de 5% na última década.

Os números absolutos da liga inglesa são similares aos da União das Associações Europeias de Futebol (Uefa), quinta colocada e que também obteve receitas próximas a US$ 5,3 bilhões.

A CAGR da Uefa foi de 10%, nos anos entre 2015 e 2025, movimento que aparenta haver sido impulsionado pela forte valorização observada nos contratos envolvendo as competições continentais promovidas pela entidade. Se os ritmos de crescimento forem mantidos, a tendência é de que a Uefa ultrapasse a Premier League em breve.

Um detalhe curioso é que, em termos absolutos, as duas organizações faturaram, cada uma, mais que o dobro do que os US$ 2,1 bilhões obtidos pela Federação Internacional de Futebol (Fifa) com negócios relacionados a propriedade intelectual.

Vale observar, porém, que a entidade máxima do futebol mundial apresenta uma CAGR de 17% no período analisado.

O futebol foi o esporte que mais faturou com propriedade intelectual em 2025, respondendo por 27% do total gerado, percentual que inclui negócios fechados por federações, ligas e clubes, com destaque para Real Madrid, Barcelona, Bayern de Munique e Manchester United.

Crescimento acelerado

O Sports IP Revenue League 2026 destaca algumas organizações esportivas que cresceram em ritmo acelerado nas últimas décadas, caso da Indian Premier League, de críquete, que saiu de um patamar de US$ 100 milhões em direitos negociados em 2008, para US$ 1,4 bilhão em 2025, com CAGR de 14%.

O SailGP, de vela, é outro caso impressionante de evolução nos negócios de propriedade intelectual, que saltaram de US$ 10 milhões em 2019, para US$ 132 milhões no ano passado, com CAGR de 53%.

Mas nada se compara ao crescimento ocorrido nos negócios relativos às competições protagonizadas por mulheres.

A Euro Feminina, por exemplo, passou de US$ 5 milhões em 2005, para US$ 15 milhões em 2017, até atingir US$ 73 milhões em 2022, e enfim registrar receitas recordes de US$ 148 milhões na edição do ano passado.

A Copa do Mundo Feminina de Rúgbi de 2025, por sua vez, alcançou uma CAGR de 330%, em comparação ao torneio realizado em 2021.

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Relatório Sports IP Revenue League 2026, da Two Circles, projeta que mercado poderá faturar US$ 260 bilhões com propriedades intelectuais em 2033
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