Executivo afirma que aumento da carga tributária pode impulsionar o mercado ilegal de bets e defende ajustes para preservar a competitividade do setor.
O CEO da Ana Gaming, Marco Tulio Oliveira, avaliou o cenário atual do mercado de apostas no Brasil em que, segundo ele, o principal desafio da indústria é o combate ao mercado ilegal, em meio ao aumento da carga tributária sobre as operadoras licenciadas. A análise do mercado foi feita em entrevista exclusiva à CNN Brasil.
Durante a conversa, o executivo criticou a elevação progressiva das alíquotas sobre o GGR (Gross Gaming Revenue), que passaram de 12% para 13% e podem chegar a 15%. Para Oliveira, embora o país tenha uma estrutura regulatória robusta, o excesso de tributos pode comprometer o equilíbrio do setor.
“O operador legal seguiu todas as regras para atuar por cinco anos, mas a regra mudou no meio do caminho. Se continuarmos com essa majoração tributária, a propensão é o fomento do mercado ilegal”, afirmou.
Veja também: Grupo Ana Gaming anuncia Antonio Guerardi como novo Chief Marketing Officer
De acordo com o CEO, cerca de 50% do mercado brasileiro ainda opera na ilegalidade. Ele argumenta que a redução desse percentual teria impacto direto na arrecadação. “Se diminuirmos a ilegalidade pela metade, aumentamos a arrecadação em 50% sem precisar subir impostos”, pontuou.
Oliveira também destacou que a carga tributária total, que pode chegar a 40% da receita, somada aos custos de compliance, reduz a competitividade das empresas regulamentadas. Esse cenário, segundo ele, leva à diminuição de investimentos em áreas como esporte e cultura, além de impactar as odds oferecidas aos usuários, favorecendo plataformas ilegais.
Com a proximidade da Copa do Mundo FIFA 2026, o setor projeta crescimento. O executivo citou que, apenas nos dois primeiros meses de 2026, as empresas contribuíram com cerca de R$ 2,5 bilhões (US$ 500 milhões milhões) em tributos, um avanço significativo em relação ao período anterior à regulamentação.
Veja também: Governo Federal tem arrecadação bilionário em fevereiro com impostos das bets e loterias; veja o valor
Ao abordar os impactos sociais, Oliveira defendeu o consumo responsável e comparou o setor a outras indústrias. “O consumo em excesso de qualquer produto ou serviço faz mal. Temos que cuidar desta indústria da mesma forma que cuidamos da indústria de bebidas. O foco deve ser o entretenimento seguro e o cuidado com o excesso, separando o jogo responsável das práticas nocivas”, afirmou.
O CEO também defendeu maior integração entre setor público e empresas para mitigar riscos. “A forma de tratar a indústria é entrar junto com ela, entender os números e cuidar daquela parcela mínima que sai do entretenimento e vai para o excesso. Os operadores têm todo o interesse em ser apoiados nesse cuidado”, explicou.
Por fim, ele ressaltou que parte da arrecadação deve continuar sendo destinada a ações de conscientização e suporte, com o objetivo de preservar o caráter recreativo das apostas esportivas.
Executivo afirma que aumento da carga tributária pode impulsionar o mercado ilegal de bets e defende ajustes para preservar a competitividade do setor.
O CEO da Ana Gaming, Marco Tulio Oliveira, avaliou o cenário atual do mercado de apostas no Brasil em que, segundo ele, o principal desafio da indústria é o combate ao mercado ilegal, em meio ao aumento da carga tributária sobre as operadoras licenciadas. A análise do mercado foi feita em entrevista exclusiva à CNN Brasil.
Durante a conversa, o executivo criticou a elevação progressiva das alíquotas sobre o GGR (Gross Gaming Revenue), que passaram de 12% para 13% e podem chegar a 15%. Para Oliveira, embora o país tenha uma estrutura regulatória robusta, o excesso de tributos pode comprometer o equilíbrio do setor.
“O operador legal seguiu todas as regras para atuar por cinco anos, mas a regra mudou no meio do caminho. Se continuarmos com essa majoração tributária, a propensão é o fomento do mercado ilegal”, afirmou.
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De acordo com o CEO, cerca de 50% do mercado brasileiro ainda opera na ilegalidade. Ele argumenta que a redução desse percentual teria impacto direto na arrecadação. “Se diminuirmos a ilegalidade pela metade, aumentamos a arrecadação em 50% sem precisar subir impostos”, pontuou.
Oliveira também destacou que a carga tributária total, que pode chegar a 40% da receita, somada aos custos de compliance, reduz a competitividade das empresas regulamentadas. Esse cenário, segundo ele, leva à diminuição de investimentos em áreas como esporte e cultura, além de impactar as odds oferecidas aos usuários, favorecendo plataformas ilegais.
Com a proximidade da Copa do Mundo FIFA 2026, o setor projeta crescimento. O executivo citou que, apenas nos dois primeiros meses de 2026, as empresas contribuíram com cerca de R$ 2,5 bilhões (US$ 500 milhões milhões) em tributos, um avanço significativo em relação ao período anterior à regulamentação.
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Ao abordar os impactos sociais, Oliveira defendeu o consumo responsável e comparou o setor a outras indústrias. “O consumo em excesso de qualquer produto ou serviço faz mal. Temos que cuidar desta indústria da mesma forma que cuidamos da indústria de bebidas. O foco deve ser o entretenimento seguro e o cuidado com o excesso, separando o jogo responsável das práticas nocivas”, afirmou.
O CEO também defendeu maior integração entre setor público e empresas para mitigar riscos. “A forma de tratar a indústria é entrar junto com ela, entender os números e cuidar daquela parcela mínima que sai do entretenimento e vai para o excesso. Os operadores têm todo o interesse em ser apoiados nesse cuidado”, explicou.
Por fim, ele ressaltou que parte da arrecadação deve continuar sendo destinada a ações de conscientização e suporte, com o objetivo de preservar o caráter recreativo das apostas esportivas.
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