A província de Aichi, no Japão, revelou oficialmente seus planos para tentar sediar um dos primeiros resorts integrados com cassino (IRs) permitidos no país.
As autoridades locais buscam uma parceira para construir o complexo em uma área de aproximadamente 50 hectares na Ilha do Aeroporto Internacional de Chubu Centrair, uma ilha artificial que já abriga um grande terminal aéreo.
De acordo com um comunicado de imprensa emitido pela província, a operadora vencedora assinará um contrato de concessão inicial de 35 anos.
As inscrições já estão abertas para as companhias interessadas em assumir a construção e a operação do empreendimento.
Prazos e o cenário do mercado de cassinos japonês
O governo de Aichi receberá propostas até 31 de julho e planeja selecionar a operadora vencedora entre o outono de 2026 e a primavera de 2027.
Após essa definição, a província finalizará seu projeto e o submeterá à aprovação do governo central.
Até o momento, o governo japonês aprovou apenas uma licitação de IR, localizada em Osaka.
As obras começaram no final do ano passado, fruto de uma parceira entre a gigante norte-americana MGM e a empresa japonesa Orix.
O resort, provisoriamente chamado de MGM Osaka, tem inauguração prevista para 2030.
Como Tóquio planeja aprovar um máximo de dois novos projetos de IRs até o próximo ano, a disputa se acirra.
Enquanto a grande maioria das províncias japonesas demonstra relutância em abrigar os complexos, Aichi surge como a principal exceção.
O movimento atrai fortemente a atenção de investidores estrangeiros: no mês passado, a Bally’s Corporation reforçou que investiria no setor caso tivesse a oportunidade, lembrando que o presidente da empresa, Soo Kim, já havia expressado interesse em abrir um IR na região de Fukuoka.
Quais são as exigências estruturais e contratuais
Aichi estruturou sua oferta após realizar um estudo de viabilidade com 15 empresas privadas entre fevereiro e março.
Para assumir o projeto, a futura operadora terá que concordar com uma série de condições de infraestrutura:
- Aquisição e Licenciamento: A empresa deverá comprar o atual Centro Internacional de Exposições de Aichi. A concessão inicial de 35 anos será prorrogável, mas o governo manterá uma cláusula de recompra ativada ao fim do contrato.
- Instalações Turísticas e Hoteleiras: O projeto exige o desenvolvimento de um grande polo hoteleiro e de turismo com pelo menos 100.000 metros quadrados, além da construção obrigatória de um centro de conferências de última geração no local.
- Limitação Física do Cassino: O resort poderá abrigar apenas um cassino, e o espaço destinado aos jogos não poderá ultrapassar 3% da área total construída do complexo.
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