Pesquisa mostra apoio ao Desenrola 2.0 e defesa de bloqueio para bets
A nova rodada da pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (13), apontou apoio relevante ao Desenrola 2.0, programa criado pelo governo federal para renegociação de dívidas. Ao mesmo tempo, o levantamento revelou ampla aprovação popular à restrição de acesso a plataformas de apostas online (bets) para beneficiários da iniciativa.
Os dados mostram que 50% dos entrevistados consideram o programa uma boa ideia. Enquanto isso, 22% afirmaram que a medida ajuda parcialmente os endividados. Outros 23% classificaram a proposta de forma negativa, enquanto 5% não responderam.
A pesquisa também identificou forte adesão à trava temporária para usuários do programa. Nesse cenário, 79% dos entrevistados apoiam o bloqueio de apostas online para quem aderir ao Desenrola. Em contrapartida, 16% se posicionaram contra a medida.
O resultado reforça a percepção de que parte da população associa programas de renegociação financeira a mecanismos de proteção contra novo endividamento.
Como funcionará o bloqueio do programa social
O Ministério da Fazenda já definiu regras voltadas à restrição de acesso às plataformas de apostas para participantes do Novo Desenrola Brasil.
A Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) publicou a Portaria nº 1.237 e a Instrução Normativa nº 3, ambas datadas de 5 de maio, para orientar operadores de apostas de quota fixa sobre o procedimento de bloqueio.
Pelas regras estabelecidas, a restrição valerá por 12 meses a partir da assinatura do novo contrato de renegociação.
Além disso, as operadoras deverão consultar o Sistema de Gestão de Apostas (Sigap) utilizando o Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) dos usuários.
Caso o sistema identifique impedimento ativo, as empresas precisarão bloquear novos cadastros e suspender contas já existentes.
As normas ainda determinam o cancelamento de apostas em aberto e a devolução integral de valores disponíveis na conta do usuário suspenso.
Nesse caso, as operadoras deverão realizar o reembolso em até dois dias após a suspensão da conta.
Programa ainda amplia conhecimento entre consumidores
O levantamento também avaliou a percepção sobre a capacidade do programa em reduzir o endividamento das famílias brasileiras.
Entre os entrevistados, 38% acreditam que o Desenrola ajudará significativamente na saída das dívidas. Já 27% consideram que o impacto será moderado. Por outro lado, 33% afirmaram que a iniciativa não deverá produzir efeitos relevantes.
A pesquisa ainda mostrou que o conhecimento sobre o programa segue em expansão no país.
Atualmente, 57% dos entrevistados disseram que já conheciam o Desenrola 2.0. Enquanto isso, 43% afirmaram ter tomado conhecimento da iniciativa apenas durante a realização da pesquisa.
O governo federal anunciou o programa com possibilidade de descontos de até 90%, juros limitados a 1,99% ao mês e autorização para utilização de parte do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) nas renegociações.
A proposta busca ampliar acordos de pagamento, reduzir índices de inadimplência e facilitar o acesso ao crédito para famílias e estudantes.
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