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Adidas e Nike mexem com geopolítica das camisas no pós-Copa do Mundo 2026

Adidas e Nike mexem com geopolítica das camisas no pós-Copa do Mundo 2026

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Após o fim da Copa do Mundo 2026, a maior mudança nos contratos de fornecimento de material esportivo, sem dúvida, será a Nike ocupar o lugar da Adidas na camisa da Alemanha. Pelo privilégio, a marca norte-americana irá desembolsar € 100 milhões por ano, um dos maiores contratos da empresa com seleções nacionais.

O revés é ainda mais sentido pela parceria longínqua entre a marca das três listras, cuja sede fica na própria Alemanha, e a seleção local. O primeiro contrato começou a valer em 1954, ano em que o time alemão ganhou seu primeiro título da Copa do Mundo. Em 2027, portanto, será dado fim a uma relação de 73 anos.

A mudança não é propriamente uma novidade. A Federação Alemã de Futebol (DFB) já havia anunciado em 2024 que o contrato atual não seria renovado.

Na véspera da partida contra o Equador, que encerraria a participação da Alemanha na fase de grupos, a Nike aproveitou a presença da seleção na cidade de Nova York para realizar uma ação provocando a rival.

A marca colocou no rio Hudson, que corta Nova York e Nova Jersey com a mensagem: Hallo, New Jersey, que poderia significar “Olá, Nova Jersey (cidade), mas que também pode ser lida como “Olá, camisa nova”, em tradução livre.

Contra-ataque

A Adidas contra-atacou a Nike, retirando o Swoosh da camisa de três seleções tradicionais da Europa, embora nenhuma delas no mesmo patamar da Alemanha: Croácia, Polônia e Turquia.

Com a semifinalista de 2018 e 2022, a marca das três listras deu fim a uma relação também duradoura. A Nike era fornecedora do time croata desde 2000.

No caso da Polônia, que não se classificou para a Copa do Mundo 2026, a Nike tinha contrato desde 2009, quando substituiu a Puma na propriedade.

Por fim, a Turquia, uma das decepções deste Mundial, não tendo passado da primeira fase, a relação com a marca norte-americana havia sido iniciada em 2003.

O retorno da Adidas recupera uma tradição na equipe: a empresa já havia sido a fornecedora da seleção local entre 1983 e 2002, quando a Turquia fez campanha histórica na Copa do Mundo. O time terminou na terceira posição após bater a Coreia do Sul, uma das anfitriãs do torneio, por 3 a 2.

Outra seleção que disputou a Copa que está migrando para a Adidas é a República Tcheca, que deixará a Puma após uma relação de 33 anos (o acordo teve início em 1994. No Mundial da Fifa deste ano, os tchecos decepcionaram, sendo eliminados logo na primeira fase.

América do Sul

No plano regional, a Adidas terá um revés na América do Sul. A partir de 2027, perderá o contrato com o Chile, que também não disputou a Copa do Mundo 2026, para a Marathon, marca equatoriana de alcance regional. A Adidas tinha entrado na camisa chilena em 2021, substituindo a Nike.

Além do Chile, a Marathon também possui contrato com mais duas  seleções do continente: Equador, que chegou até a segunda fase do Mundial 2026, sendo eliminado pelo México, e Bolívia, outra seleção ausente da Copa.

No Equador, o contrato com a Marathon teve início em 1994. Já a Bolívia abraçou a marca regional em 2015.

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