Associação aponta possíveis distorções em estudo que relaciona bets ao endividamento em meio ao cenário eleitoral.
A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) notificou extrajudicialmente o Datafolha para solicitar esclarecimentos sobre os critérios técnicos e a metodologia de uma pesquisa que deve ser divulgada ao público brasileiro. O levantamento inclui as apostas esportivas entre fatores de endividamento, em meio ao contexto eleitoral deste ano.
Segundo a ANJL, a forma como o tema foi abordado pode gerar associações indevidas e conclusões distorcidas. A entidade afirma que o questionário não diferencia operadores legais de plataformas ilegais, um ponto considerado crítico, já que cerca de metade do mercado brasileiro de apostas ainda é ocupado por sites clandestinos.
Veja também: ANJL rebate pesquisa que responsabiliza as apostas online pelo endividamento das famílias brasileiras
Outro ponto levantado pela ANJL é a inclusão das apostas, classificadas como entretenimento, ao lado de modalidades de crédito, como financiamento imobiliário e cartão de crédito. Para a entidade, essa equiparação distorce a natureza da atividade.
A associação também critica a forma de apresentação dos resultados. A ANJL destaca que, enquanto produtos de crédito estão amplamente disseminados, dados do Ministério da Fazenda indicam que cerca de 28 milhões de CPFs (aproximadamente 12% da população) estão cadastrados em plataformas legalizadas de apostas.
O presidente da entidade, Plínio Lemos Jorge, afirmou que o setor não questiona o papel dos institutos de pesquisa, mas cobra maior rigor na divulgação dos dados. “O que o setor pede é uma divulgação isenta, sem distorções e sem equiparações que não fazem sentido, como a comparação entre apostas e empréstimos bancários”, disse.
Ao formalizar a notificação, a ANJL afirma que busca chamar atenção não apenas do Datafolha, mas também de outras instituições, para a responsabilidade na divulgação de informações. A entidade avalia que dados apresentados sem transparência podem induzir a interpretações equivocadas e impactar o debate público, inclusive no contexto eleitoral.
Associação aponta possíveis distorções em estudo que relaciona bets ao endividamento em meio ao cenário eleitoral.
A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) notificou extrajudicialmente o Datafolha para solicitar esclarecimentos sobre os critérios técnicos e a metodologia de uma pesquisa que deve ser divulgada ao público brasileiro. O levantamento inclui as apostas esportivas entre fatores de endividamento, em meio ao contexto eleitoral deste ano.
Segundo a ANJL, a forma como o tema foi abordado pode gerar associações indevidas e conclusões distorcidas. A entidade afirma que o questionário não diferencia operadores legais de plataformas ilegais, um ponto considerado crítico, já que cerca de metade do mercado brasileiro de apostas ainda é ocupado por sites clandestinos.
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Outro ponto levantado pela ANJL é a inclusão das apostas, classificadas como entretenimento, ao lado de modalidades de crédito, como financiamento imobiliário e cartão de crédito. Para a entidade, essa equiparação distorce a natureza da atividade.
A associação também critica a forma de apresentação dos resultados. A ANJL destaca que, enquanto produtos de crédito estão amplamente disseminados, dados do Ministério da Fazenda indicam que cerca de 28 milhões de CPFs (aproximadamente 12% da população) estão cadastrados em plataformas legalizadas de apostas.
O presidente da entidade, Plínio Lemos Jorge, afirmou que o setor não questiona o papel dos institutos de pesquisa, mas cobra maior rigor na divulgação dos dados. “O que o setor pede é uma divulgação isenta, sem distorções e sem equiparações que não fazem sentido, como a comparação entre apostas e empréstimos bancários”, disse.
Ao formalizar a notificação, a ANJL afirma que busca chamar atenção não apenas do Datafolha, mas também de outras instituições, para a responsabilidade na divulgação de informações. A entidade avalia que dados apresentados sem transparência podem induzir a interpretações equivocadas e impactar o debate público, inclusive no contexto eleitoral.
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