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As ruas são o principal termômetro do esporte

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As ruas são o principal termômetro do esporte

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15 mil pessoas reunidas em uma noite de quinta-feira.

Na rua, aberta. Dia normal, vida normal na cidade.

15 mil pessoas cheias de energia, com roupa esportiva e encontrando amigos que fizeram ali mesmo, provavelmente na semana passada. Isso acontece no “Corre de Quinta”, em Manaus (AM), em cenas de mobilização por um simples motivo: correr.

É um movimento espontâneo, popular, democrático. Parece só filosófico, mas também é mercadológico, sintomático.

E também não é um fenômeno apenas jovem, mesmo que o público acima de 30 anos responda por 21% do total de corredores e esteja crescendo.

Quanto mais próximo dos fenômenos populares, das ruas, um esporte fica, maior é o indicador do seu crescimento potencial.

Vemos isso no nosso esporte mais popular: gerações que cresceram jogando bola na rua são a base da nossa cultura do futebol.

O número de grupos de corrida no Brasil cresceu 109% no último ano, segundo o Strava.

Para as marcas, o recado está claro: obedecer e transformar.

A graça do “Corre de Quinta” e de outros tantos “corres” que acontecem por aí são seu comportamento natural. Não foi um evento organizado, não tem (necessariamente) fins lucrativos. É de quem está lá.

Se você colocar uma marca envelopando, fica feio, estranho, forçado. Será que as empresas estão preparadas para serem coadjuvantes?

É até possível sustentar clubes de corrida, experiências legais, abertas e capilares. Vemos fan fests, espaços em parques, reformas de pistas e quadras que dão muito certo e são para o mundo.

Mas o que vai transformar tudo mesmo não (ou raramente) vem das marcas.

Para o profissional de marketing esportivo, vale ficar antenado no que vem das ruas. É lá que está a chave do que é mais importante para o ser humano.

O que já foi embalado não diz nada sobre o futuro do mundo.

No recorte específico dos “corres”, a troca de espectador para protagonista dentro dessa agenda de bem-estar é a chave para entender futuros próximos.

A contracultura é uma revolução off-line. Sempre incontrolável.

Nunca das marcas. Sempre das pessoas.

O artigo acima reflete a opinião do(a) colunista e não necessariamente a da Máquina do Esporte

Daniel Krutman é empreendedor e publicitário. Formado em Comunicação Social, pós-graduado em Ciências do Consumo e mestre em Marketing Digital, ocupa atualmente o cargo de CEO da plataforma de vendas de inscrições Ticket Sports, além de ser fundador da The Squad Academy, hub de conteúdo para o esporte

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Quanto mais próximo dos fenômenos populares, das ruas, um esporte fica, maior é o indicador do seu crescimento potencial; será que as empresas estão preparadas para serem coadjuvantes?
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