Combate ao mercado ilegal de apostas é tema de evento promovido pela ANJL em Brasília

A entidade apresentou informações sobre bloqueio de sites clandestinos e transparência do setor.


Brasília.- A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) promoveu um debate sobre o combate ao mercado ilegal de apostas na quarta-feira (6), em Brasília. O encontro discutiu temas como bloqueio de sites clandestinos, enfrentamento à lavagem de dinheiro e transparência do setor.

O evento foi realizado no hotel Royal Tulip Brasília Alvorada e contou com a advogada da ANJL, Giovanna Dias, e o CEO da Ethercity, Rodrigo Arrigoni, como palestrantes.

Veja também: Proibir publicidade de bets fortalece mercado ilegal, diz ANJL


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Na oportunidade, Arrigoni apresentou uma plataforma desenvolvida pela Ethercity de monitoramento de sites ilegais. O executivo explicou como a ferramenta auxilia na identificação de endereços clandestinos.

Por sua vez, a representante da ANJL relembrou o acordo de cooperação técnica para o combate ao mercado ilegal, que foi assinado pela instituição e pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda e pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Para a Associação, o combate ao mercado ilegal também parte de atitudes para não prejudicar o mercado regularizado. As propostas de restringir a publicidade do setor de apostas, que estão em tramitação no Congresso, são exemplos de iniciativas que poderiam ser prejudiciais para a população, segundo a entidade que representa as bets licenciadas.

Em março, a ANJL abordou esse assunto em uma nota. “Sinalizar com proibições dessas atividades representa o maior e mais grave estímulo à atuação das plataformas ilegais”, declarou a Associação. A associação destacou que essas plataformas, que segundo dados do Instituto Esfera representam 52% do mercado, “operam sem qualquer fiscalização, não oferecem proteção ao consumidor, não impedem o acesso de menores de idade, não possuem políticas contra o endividamento e não contribuem com a sociedade por meio da arrecadação de tributos ou do apoio aos setores esportivo e cultural”.

“São as empresas reguladas que asseguram que, de acordo com dados oficiais do Ministério da Fazenda referentes ao ano de 2025, o ticket médio dos apostadores seja de R$ 110 (US$ 21,30), sendo que 95% dos apostadores gastam menos de R$ 70 (US$ 13,56) por mês. São cuidados que não ocorrem no mercado ilegal, em que não há qualquer preocupação com endividamento ou com o acesso de menores de idade às plataformas clandestinas”, argumenta a Associação.

Inspirada nas experiências na Alemanha e Holanda, a ANJL afirma que criar proibições de publicidade atingem diretamente a proteção dos clientes, o que acarretaria na migração de usuários para plataformas ilegais.

A entidade apresentou informações sobre bloqueio de sites clandestinos e transparência do setor.

Brasília.- A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) promoveu um debate sobre o combate ao mercado ilegal de apostas na quarta-feira (6), em Brasília. O encontro discutiu temas como bloqueio de sites clandestinos, enfrentamento à lavagem de dinheiro e transparência do setor.

O evento foi realizado no hotel Royal Tulip Brasília Alvorada e contou com a advogada da ANJL, Giovanna Dias, e o CEO da Ethercity, Rodrigo Arrigoni, como palestrantes.

Veja também: Proibir publicidade de bets fortalece mercado ilegal, diz ANJL

Na oportunidade, Arrigoni apresentou uma plataforma desenvolvida pela Ethercity de monitoramento de sites ilegais. O executivo explicou como a ferramenta auxilia na identificação de endereços clandestinos.

Por sua vez, a representante da ANJL relembrou o acordo de cooperação técnica para o combate ao mercado ilegal, que foi assinado pela instituição e pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda e pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Para a Associação, o combate ao mercado ilegal também parte de atitudes para não prejudicar o mercado regularizado. As propostas de restringir a publicidade do setor de apostas, que estão em tramitação no Congresso, são exemplos de iniciativas que poderiam ser prejudiciais para a população, segundo a entidade que representa as bets licenciadas.

Em março, a ANJL abordou esse assunto em uma nota. “Sinalizar com proibições dessas atividades representa o maior e mais grave estímulo à atuação das plataformas ilegais”, declarou a Associação. A associação destacou que essas plataformas, que segundo dados do Instituto Esfera representam 52% do mercado, “operam sem qualquer fiscalização, não oferecem proteção ao consumidor, não impedem o acesso de menores de idade, não possuem políticas contra o endividamento e não contribuem com a sociedade por meio da arrecadação de tributos ou do apoio aos setores esportivo e cultural”.

“São as empresas reguladas que asseguram que, de acordo com dados oficiais do Ministério da Fazenda referentes ao ano de 2025, o ticket médio dos apostadores seja de R$ 110 (US$ 21,30), sendo que 95% dos apostadores gastam menos de R$ 70 (US$ 13,56) por mês. São cuidados que não ocorrem no mercado ilegal, em que não há qualquer preocupação com endividamento ou com o acesso de menores de idade às plataformas clandestinas”, argumenta a Associação.

Inspirada nas experiências na Alemanha e Holanda, a ANJL afirma que criar proibições de publicidade atingem diretamente a proteção dos clientes, o que acarretaria na migração de usuários para plataformas ilegais.

  


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