Empresas temem que novas regras do Desenrola 2.0 favoreçam o mercado ilegal de apostas

A recém-lançada versão do programa de renegociação de dívidas do governo federal acendeu um alerta de extrema gravidade entre as operadoras regularizadas no Brasil.

As principais empresas do setor de iGaming avaliam que a dura trava imposta pelo Desenrola 2.0, justamente em um ano de Copa do Mundo, período de maior faturamento histórico do segmento esportivo, acabou abrindo as portas para o fortalecimento do mercado ilegal de apostas.


A preocupação, que já foi levada aos gabinetes em Brasília pelos representantes das companhias, é que a nova diretriz acabe empurrando o consumidor para plataformas clandestinas que não respondem a nenhuma regra ou fiscalização nacional.

Como a trava do governo pode favorecer o mercado ilegal de apostas

A polêmica no setor gira em torno da proibição estabelecida para os cidadãos que aderirem ao novo pacote econômico. Ou seja, essas pessoas não poderão apostar pelo período de um ano.

O projeto, voltado para pessoas que recebem até cinco salários mínimos, oferece descontos generosos de 30% a 90% para o abatimento de dívidas atreladas ao cartão de crédito, empréstimo pessoal e cheque especial, autorizando inclusive o uso de 20% do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).


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Em contrapartida, o CPF do beneficiário ficará bloqueado para o uso em plataformas de jogo por um período de 12 meses.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi categórico ao justificar a medida, afirmando que o Estado limitará a “destruição causada pelo setor” e que o cidadão “não pode limpar o nome para continuar perdendo dinheiro em seguida”.

No entanto, as empresas alertam que os usuários banidos temporariamente que desejarem continuar jogando fatalmente migrarão para sites ilegais.

O impacto econômico dessa fuga seria gigantesco, já que o Brasil ocupa hoje a posição de quinto maior mercado do mundo, com um faturamento de US$ 4,1 bilhões no último ano, segundo dados da consultoria Regulus Partners.

Levantamentos do Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) mostram que a concorrência desleal já domina 51% do setor nacional, movimentando cerca de R$ 40 bilhões anuais na clandestinidade.

A defesa do setor e os verdadeiros vilões do endividamento

Para tentar reverter a imagem negativa perante a opinião pública e as autoridades políticas, as gigantes do entretenimento digital iniciaram uma forte ofensiva de comunicação.

As operadoras argumentam com planilhas e dados que não são as verdadeiras responsáveis pela atual crise financeira das famílias brasileiras, cujo índice geral de endividamento chegou a 49,9% no último mês de fevereiro.

De acordo com os números apresentados pelo IBJR, o grande causador do superendividamento no país, que hoje atinge de forma drástica 80,4% dos lares, continua sendo o uso abusivo do cartão de crédito convencional.

A entidade rebate o discurso oficial do Planalto reforçando que os gastos da população com as plataformas online são ínfimos na balança geral, correspondendo a uma fatia muito pequena que varia de apenas 0,2% a 0,5% de todo o consumo das famílias.

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