A Entain, proprietária das marcas Ladbrokes e Coral, solicitou ao Regulador Independente do Futebol (IFR) que impeça clubes da Premier League de fecharem acordos de patrocínio com empresas de apostas não licenciadas no Reino Unido.
O pedido foi apresentado durante a segunda consulta pública do IFR sobre regras de licenciamento para as cinco principais divisões do futebol masculino inglês.
Segundo a Entain, o órgão regulador já possui autoridade para agir imediatamente. A empresa argumenta que as regras preliminares do IFR proíbem clubes de aceitarem recursos ligados a crimes graves. Portanto, o grupo defende que operadores de apostas sem licença também sejam enquadrados nessa definição.
A diretora executiva da Entain, Stella David, afirmou: “Os clubes da Premier League estão sendo patrocinados por empresas de jogos de apostas ilegais”.
“O Regulador Independente do Futebol pode acabar com isso amanhã mesmo, simplesmente reconhecendo que as empresas de jogos de apostas não licenciadas que visam clientes do Reino Unido por meio do futebol inglês estão infringindo a lei – simples assim“, completou.
Mercado ilegal cresce no futebol inglês
A preocupação da Entain ocorre em meio ao crescimento do mercado clandestino no Reino Unido. Atualmente, Everton, Sunderland, Fulham, Bournemouth e Burnley possuem acordos de patrocínio com empresas que não têm licença para operar no país.
Além disso, pesquisas apontam que 18 dos 20 clubes da Premier League exibiram publicidade de operadores ilegais em painéis de LED durante a atual temporada.
Embora a Premier League tenha aprovado o fim gradual dos patrocínios de apostas na parte frontal das camisas a partir da próxima temporada, outros formatos comerciais continuarão liberados. Entre eles estão logotipos nas mangas, placas publicitárias ao redor do gramado e ações promocionais.
Segundo dados do Betting and Gaming Council, o mercado ilegal movimenta cerca de 4,3 bilhões de libras por ano no Reino UNido. Além disso, um em cada cinco jovens entre 18 e 24 anos já utilizou plataformas clandestinas.
A expectativa também indica crescimento acelerado do setor ilegal. Um relatório divulgado recentemente pela H2 Gambling Capital projeta que esse mercado poderá atingir 17 bilhões de libras nos próximos anos.
Além disso, a Comissão de Jogos relata que 67% dos usuários do GamStop recebem publicidade relacionada ao mercado clandestino.
Entain propõe novas medidas regulatórias
A Entain apresentou quatro propostas principais ao IFR. Primeiro, a empresa quer que receitas provenientes de operadores não licenciados sejam oficialmente classificadas como recursos ligados a atividades criminosas graves.
Além disso, o grupo defende que dirigentes dos clubes sejam obrigados a verificar anualmente a situação regulatória de parceiros comerciais do setor de apostas. Conforme a proposta, declarações falsas poderiam gerar consequências legais.
A empresa também pede reforço no Código de Governança Corporativa dos Clubes de Futebol. O objetivo é ampliar a responsabilidade dos conselhos administrativos sobre riscos reputacionais relacionados a acordos comerciais.
Por fim, a Entain solicita a criação de diretrizes gerais para todos os clubes, estabelecendo regras de diligência e comunicação obrigatória sobre parcerias comerciais.
A empresa ainda encaminhou uma carta ao diretor executivo da Premier League, Richard Masters, defendendo uma proibição voluntária de publicidade e patrocínios ligados a operadores não licenciados antes da temporada 2026/27.
Enquanto isso, o IFR conduz consultas paralelas ao debate promovido pelo Departamento de Cultura, Mídia e Esporte do Reino Unido sobre restrições a patrocínios de apostas ilegais no esporte britânico.
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