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Exclusivo: O que pensam especialistas do setor sobre a legalização dos cassinos no Brasil

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Exclusivo: O que pensam especialistas do setor sobre a legalização dos cassinos no Brasil

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A legalização dos cassinos físicos no Brasil foi um dos assuntos explorados em painéis durante o BiS SiGMA South America, em São Paulo. Em conversa exclusiva, Alex Pariente, Fábio Tibéria, Luiz Felipe Maia e Roberto Brasil Fernandes compartilharam percepções sobre a possiblidade de aprovação do chamado PL dos Cassinos ainda em 2026.

Alex Pariente

Alex Pariente, fundador e CEO Pariente Advisory, trouxe o ponto de vista do investidor. “O investidor precisa, neste momento, saber que tem equilíbrio e alinhamento entre regulação preditiva, transparência fiscal e segurança jurídica de longo prazo”, declarou.

Entretanto, Pariente ressaltou que o capital de longo prazo não investirá em um país que não permita o desenvolvimento de plataformas econômicas com impacto na sociedade.

 “Essa é a diferença de um mercado que procura crescer não de forma oportunista, mas com apoio institucional. Nós precisamos estar alinhados para não perder oportunidades. O investidor tem apetite, mas paciência limitada”, frisou.

Roberto Brasil Fernandes

Roberto Brasil Fernandes, sócio-fundador do Brasil Fernandes Advogados, explicou que o projeto tramita há quase 40 anos no Congresso Nacional. “Estamos com o projeto maduro. Foram diversas audiências públicas e temos informações suficientes para os senadores decidirem”, pontuou.

Além disso, Fernandes afirmou que o Congresso não pode perder a oportunidade não apenas de votar, mas também de aprovar a proposta. “O Brasil perderá muito se retrocedermos”.

“Me parece que a cautela do mercado, da sociedade e do próprio Senado é para colocar em um momento em que a probabilidade de aprovação seja muito maior do que o contrário. O contrário reflete a hipocrisia de um país que tem um mercado imenso e não regulamenta”, salientou.

Luiz Felipe Maia

Sócio do Maia Yoshiyasu Advogados, Luiz Felipe Maia, afirmou que possui um otimismo cauteloso em relação ao final do ano após o período eleitoral. “Estamos em uma eleição em que o setor de apostas virou saco de pancadas. Acho que estamos em modo de sobrevivência até as eleições, torcendo para que o trabalho feito – e bem feito – até agora não seja jogado fora”.

Para a legalização dos cassinos no Brasil, Maia enxerga uma janela de oportunidade no último trimestre do ano, independentemente do resultado do pleito. “Vamos precisar de novas fontes de receita, e esse tende a ser um momento mais tranquilo do ponto de vista político e legislativo para aprovação”, acrescentou.

Fábio Tibéria

Conforme o vice-presidente da VBet Brasil, Fábio Tibéria, o setor atravessa uma fase complicada. “O que estamos percebendo, neste primeiro ano e meio de regulamentação, é que as regras do jogo foram mudadas. Isso traz muita instabilidade, e o parâmetro que usamos é o mercado ilegal, que está crescendo demais, porque não temos regras claras”.

Além disso, Tibéria destacou que o termo “apostar” não deve ser visto de forma pejorativa.  “Espero que possamos ter mais sincronismo e uma comunicação melhor com o governo, para não demonizar uma indústria que existe no mundo todo. Apostar não é uma palavra ruim”, concluiu.

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