O governo do Brasil promove, entre 28 e 30 de abril, em Brasília, o II Encontro Técnico Nacional sobre Combate à Manipulação de Resultados Esportivos. A iniciativa reforça uma agenda estratégica voltada à integridade esportiva e ao enfrentamento de práticas ilícitas ligadas ao mercado de apostas.
Além disso, o evento apresenta resultados alcançados em curto prazo pelo Grupo de Trabalho interministerial, criado pela Portaria Interministerial MESP/MF/MJSP nº 1/2025. Esse grupo converteu articulações institucionais em medidas efetivas dentro da estrutura pública.
Como o Brasil estruturou a política nacional contra manipulação de resultados
O principal avanço dessa agenda envolve a criação da Política Nacional de Prevenção e Enfrentamento à Manipulação de Resultados Esportivos, instituída pela Portaria Interministerial MESP/MF/MJSP nº 1/2026. A medida organiza a atuação estatal em quatro frentes: regulamentação, prevenção, monitoramento e fiscalização, além de repressão.
O modelo integra diferentes áreas em uma estratégia contínua, permitindo respostas coordenadas em todas as etapas do enfrentamento. Dessa forma, o Estado amplia a proteção da integridade das competições esportivas por meio de ações articuladas.
O ministro do Esporte, Paulo Henrique Cordeiro, afirma: “É prioridade do Governo Lula a construção de iniciativas que ajudem a combater os danos causados pelas apostas on-line. O Brasil também está dando uma resposta coordenada e permanente para proteger a integridade do esporte.
Em menos de um ano, saímos do diagnóstico para a implementação de uma política nacional estruturada, com inteligência integrada, capacitação e mecanismos efetivos de prevenção, monitoramento e repressão. Esse é um compromisso do Estado brasileiro com o futuro do esporte no país e também com as famílias brasileiras”.
Por outro lado, o secretário nacional de Apostas Esportivas e Desenvolvimento Econômico do Esporte do Ministério do Esporte, Giovanni Rocco, diz: “Este segundo encontro consolida um avanço importante para o Governo do Brasil, ao aprofundar a capacitação de agentes, além de integrar diferentes instituições e fortalecer mecanismos que garantem mais transparência, segurança e credibilidade às competições e ao esporte brasileiro”.
Em seguida, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, acrescenta: “A manipulação de resultados esportivos, muitas vezes vinculada a organizações criminosas, exige uma resposta qualificada do Estado. Com a integração entre inteligência, regulação e investigação, o Brasil passa a ter condições mais efetivas de enfrentar esse tipo de prática de forma contínua”.

Como a articulação institucional fortalece a resposta do Estado contra a manipulação de resultados
A secretária de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, Daniele Cardoso, destaca: “Estamos apresentando resultados concretos, o que evidencia a eficácia do trabalho conjunto do grupo instituído no ano passado. Esse avanço tem sido fundamental para institucionalizar essa agenda como uma política de Estado.
Nesse sentido, esse encontro assume papel central ao reunir, em um mesmo ambiente institucional, órgãos de governo, comunidade esportiva, autoridades de controle e investigação, entidades esportivas, agentes operadores de apostas e organismos de integridade.
A iniciativa fortalece a cooperação, permite o alinhamento de fluxos e contribui para transformar experiências em respostas coordenadas ao enfrentamento à manipulação de resultados esportivos.”
Por fim, o secretário Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Chico Lucas, pontua: “O Brasil dá um passo decisivo ao estruturar uma política de Estado para enfrentar a manipulação de resultados esportivos.
Estamos integrando inteligência, regulação e investigação em um modelo contínuo e coordenado, que fortalece a atuação do Sistema Único de Segurança Pública e amplia nossa capacidade de prevenir, detectar e reprimir essas práticas.
A integridade do esporte é um ativo estratégico, e o Estado brasileiro está preparado para protegê-la com rigor e cooperação institucional”.
Ecossistema nacional e entregas em curto prazo
A implementação da política também viabiliza a criação do Ecossistema Nacional de Integridade em Apostas Esportivas. Esse sistema conecta instituições públicas e atores estratégicos, operando em rede com compartilhamento de informações e atuação complementar.
Dessa maneira, o Estado deixa de atuar de forma fragmentada e passa a agir de forma articulada, contínua e orientada por dados. Assim, a capacidade de prevenção e resposta cresce de forma significativa.
Entre as entregas realizadas em menos de um ano, destacam-se:
- Instituição da Política Nacional de Prevenção e Enfrentamento à Manipulação de Resultados Esportivos, com diretrizes e governança definidas
- Desenvolvimento do Sistema de Análise de Apostas Suspeitas pela Polícia Federal
- Publicação do Manual Nacional de Combate à Manipulação de Resultados Esportivos (2ª edição)
- Criação do primeiro curso EAD de prevenção e repressão, pela Academia Nacional de Polícia
- Produção contínua de relatórios de inteligência
- Realização de encontros técnicos nacionais
- Formalização de parcerias com agências de integridade
- Estruturação de fluxos integrados de atuação para análise e encaminhamento de informações
Essas ações consolidam uma base estruturada para atuação coordenada do Estado.
Expansão do mercado e articulação institucional
A consolidação dessa agenda ocorre paralelamente à expansão do mercado regulado de apostas esportivas, impulsionado pela Lei nº 14.790/2023. Portanto, a regulamentação exige mecanismos mais robustos de controle, monitoramento e integridade.
O encontro reúne delegados das Polícias Civis e Federal, gestores esportivos, operadores de apostas, atletas, representantes do Ministério Público e órgãos reguladores. Além disso, a programação inclui painéis sobre regulação, prevenção, monitoramento, investigação e tecnologia, bem como atividades técnicas com estudos de caso e práticas de inteligência.
Por fim, o conjunto das medidas implementadas fortalece a consolidação de uma política pública permanente baseada em integração institucional. Dessa forma, o Brasil amplia a capacidade de prevenir, detectar e enfrentar a manipulação de resultados esportivos de forma contínua.
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