Legisladores de Nova Jersey, nos Estados Unidos, apresentaram projetos de lei que preveem a criação de sobretaxas temporárias durante a Copa do Mundo de 2026, incluindo uma taxa de 10% sobre a receita de apostas esportivas online ligadas ao torneio.
A medida busca compensar custos operacionais relacionados aos jogos que ocorrerão no MetLife Stadium, palco de oito partidas, incluindo a final.
O senador Paul Sarlo apresentou o projeto no Senado, enquanto o deputado Michael Venezia protocolou proposta equivalente na Assembleia. O pacote prevê a aplicação das cobranças entre 12 de junho e 20 de julho de 2026, período oficial da competição nos Estados Unidos.
O que prevê a nova taxa sobre apostas e serviços na Copa do Mundo
A proposta inclui quatro tipos de sobretaxas temporárias. A principal delas incide sobre apostas esportivas vinculadas à Copa, abrangendo cassinos, plataformas digitais e operadores ligados a corridas de cavalos.

Além disso, o projeto estabelece uma taxa de 2,5% sobre hospedagens, cobrança adicional de 3% sobre vendas no distrito de Meadowlands e um acréscimo de US$ 0,50 em viagens por aplicativo na região. O texto também permite que moradores solicitem crédito no imposto estadual referente às taxas pagas.
Por que a proposta enfrenta resistência política
A iniciativa gerou reação entre parlamentares de diferentes partidos. Críticas se concentram no aumento temporário de impostos e na falta de clareza sobre os custos totais do evento.
O deputado Josh Gottheimer criticou a proposta e afirmou: “as comunidades não solicitaram aumento de impostos”.
Já o deputado estadual Christopher DePhillips apontou inconsistência com promessas anteriores e declarou: “Esta medida faz exatamente o oposto do que foi prometido”.
O deputado Al Barlas também questionou a mudança de regras e disse: “Mudar as regras do jogo depois do ocorrido é errado”.
Debate sobre custos e transporte aumenta pressão
O governo estadual defende o plano como forma de evitar impacto direto sobre moradores. A administração classifica as cobranças como uma taxa voltada a visitantes durante o evento.
A porta-voz Maggie Garbarino, representante da governadora Mikie Sherrill, afirmou: “os moradores de Nova Jersey não devem arcar com os custos de sediar a Copa do Mundo da FIFA”.
A discussão ganhou força após a divulgação de preços elevados no transporte público. A NJ Transit planeja cobrar até US$ 150 por viagens de trem entre Manhattan e o estádio durante o torneio, valor muito superior à tarifa padrão.
A governadora também apontou que o estado assumiu custos relevantes de transporte sem participação financeira da FIFA. O valor estimado chega a US$ 48 milhões para deslocamento de torcedores.
Pressão cresce com impacto econômico da Copa
Estudos indicam que cidades-sede devem enfrentar altos custos operacionais. O Instituto de Tributação e Política Econômica (ITEP) estima perdas milionárias em receitas fiscais devido a isenções relacionadas ao evento.
Relatórios também apontam que os gastos com infraestrutura, segurança e logística podem variar entre US$ 100 milhões e US$ 200 milhões por cidade. Ao mesmo tempo, a FIFA projeta arrecadar cerca de US$ 11 bilhões com o torneio.
Com a proximidade da competição, legisladores intensificam o debate sobre equilíbrio entre arrecadação, custos públicos e impacto econômico. A decisão sobre as propostas deve avançar nas próximas semanas.
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