Uma nova pesquisa da Meio/Ideia, divulgada nesta quarta-feira (6), traçou um panorama atualizado sobre o mercado nacional de iGaming e ajudou a detalhar o perfil do apostador brasileiro.
O estudo, focado em um público acima de 16 anos, ouviu 1.500 pessoas por telefone, trabalhando com uma margem de erro de 2,5 pontos percentuais.
A amostragem identificou que exatos 25% da população fez algum tipo de aposta online nos últimos 30 dias.
Os dados consolidados também revelam que os homens (28,8%) jogam de forma consideravelmente mais ativa do que as mulheres (21,5%).
Como o perfil do apostador brasileiro se divide por renda e localização geográfica
O engajamento diário com as plataformas atinge diferentes idades de forma expressiva.
As duas faixas etárias que mais concentram jogadores ativos são os adultos de 45 a 59 anos, com 28,3%, e o grupo de 25 a 34 anos, que representa 26,7%.
Quando se analisa a renda, o mercado é, por certo, majoritariamente dominado pelas fatias que recebem até cinco salários mínimos: 26,6% dos jogadores ganham de um a três salários, 25,8% ganham até um salário mínimo e 25,7% relatam proventos de três a cinco salários.
Por outro lado, essa participação cai bruscamente para 16,7% entre os indivíduos que ganham acima de cinco salários mínimos.
Regionalmente, o Norte do país se destaca de forma isolada como o mercado mais ativo, local onde 41,4% dos entrevistados confirmaram a realização de apostas recentes.
O impacto das operadoras nas famílias e o debate sobre a publicidade
A forte presença das casas de apostas já faz parte das dinâmicas e conversas familiares.
A pesquisa quantitativa mostra, por exemplo, que 51% dos participantes sabem com certeza de algum parente que apostou no último mês.
O levantamento do instituto também indica, igualmente, que 28% das pessoas suspeitam ter um familiar que joga escondido.
Sobre a percepção de saúde e os riscos atrelados à atividade, 61,9% da população concorda com a afirmação direta de que as plataformas de bets viciam.
Entretanto, em meio ao cenário regulatório e à expansão nacional, as opiniões populares divergem sobre as atuais regras de marketing.
Questionados sobre a possibilidade de as plataformas continuarem operando, mas com a veiculação de propaganda proibida, 38,5% dos brasileiros discordam do veto publicitário, enquanto 33% se mostram favoráveis ao corte das campanhas.
Além disso, quase metade da população (49%) rejeita a ideia de tratar a responsabilidade de jogar como uma decisão e um problema estritamente individual.
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