Na década de 1960, a lucratividade do futebol ainda era baseada quase exclusivamente na venda de ingressos. Para a Fifa, que obteve um retorno financeiro abaixo do esperado no Mundial do Chile, em 1962, a Copa do Mundo de 1966, disputada na Inglaterra, precisava ser um sucesso comercial e de receitas.
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Diante desse cenário, o governo britânico aportou £ 500 mil à época em melhorias técnicas de segurança e capacidade nas arenas que receberiam o Mundial com o objetivo de maximizar a venda de ingressos para o evento.
Palco da final da Copa do Mundo, entre Inglaterra e Alemanha Ocidental, o Estádio de Wembley, inaugurado em 1923, operava sob uma lógica financeira focada no volume de pessoas. Por conta disso, a principal fonte de receita in loco da decisão do Mundial de 1966 foi a venda direta de ingressos, com um público pagante superior a 96 mil espectadores.
Hospitalidade e negócios
Diferentemente das atuais arenas esportivas, em 1966, o Estádio de Wembley não possuía setores segmentados para camarotes ou áreas de relacionamento para serem vendidas a empresas durante a Copa do Mundo. O núcleo de relacionamento do local era o “Royal Box”, que funcionava sob uma lógica de protocolo de Estado e cortesia diplomática.
O local serviu para receber a Rainha Elizabeth II, autoridades governamentais e dirigentes da Fifa de maneira institucional, sem a venda de produtos comerciais de hospitalidade corporativa.
Diante da ausência de áreas desse tipo dentro de Wembley, o local em que negócios eram fechados e o relacionamento institucional acontecia no Mundial de 1966 migrou para redes de hotelaria de Londres. O espaço pensado para networking e recepções diplomáticas foi o Royal Garden Hotel, em Kensington, palco do banquete de celebração da final.
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Palco da decisão do Mundial sediado e vencido pelos ingleses operava sob uma lógica financeira pautada na venda de ingressos e contava com áreas exclusivas para relacionamento diplomático entre autoridades políticas
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