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TCU amplia fiscalização sobre atraso da Caixa Loterias no lançamento de plataforma de apostas

tcu amplia fiscalização sobre atraso da caixa loterias no lançamento de plataforma de apostas

TCU amplia fiscalização sobre atraso da Caixa Loterias no lançamento de plataforma de apostas

Tribunal aponta possível desperdício de recursos após pagamento de R$ 30 milhões pela outorga e cobra cronograma, justificativas e medidas de controle da estatal.

O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu intensificar o monitoramento sobre o atraso da Caixa Loterias S.A. no lançamento de sua plataforma de apostas de quota fixa. A estatal já possui autorização definitiva para operar e pagou R$ 30 milhões (US$ 6 milhões) pela outorga, conforme previsto na Lei 14.790/2023.

Em decisão assinada na última sexta-feira (27), o ministro Jhonatan de Jesus apontou indícios de desperdício de recursos públicos, uma vez que a empresa desembolsou o valor da licença, mas ainda não iniciou a operação.

O TCU também autorizou a participação da Febralot no processo. A entidade estima prejuízo de cerca de R$ 6 milhões (US$ 1,2 milhão) por ano durante o período de validade da licença, que é de cinco anos, devido à ausência de operação.

A Corte passou a questionar a falta de avanço operacional do projeto, considerando princípios de economicidade e eficiência. A autorização para exploração foi concedida em julho de 2025 pela Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, permitindo atuação nos canais físico e digital com as marcas BetCaixa, MegaBet e Xbet Caixa.

Apesar disso, a plataforma ainda não foi lançada. Para o TCU, o atraso pode configurar falha na gestão de recursos públicos.

O cenário também impacta a competitividade da rede lotérica diante do avanço das operadoras privadas no ambiente digital. Segundo a Febralot, há perda de espaço no mercado e demanda reprimida, especialmente com a proximidade da Copa do Mundo de 2026.

A entrada da Caixa no setor é considerada estratégica por agentes do mercado, devido à sua capilaridade e capacidade de distribuição nacional. A demora, no entanto, pode ampliar desequilíbrios concorrenciais e adiar a geração de receitas públicas.

Veja também: TCU rejeita representação e libera Caixa para atuar no mercado de apostas de quota fixa

Diante disso, o TCU determinou que a estatal apresente, em até cinco dias úteis, justificativas para o atraso. Também foi exigido o envio, em até 15 dias, de um cronograma atualizado para o lançamento da operação, além de informações detalhadas sobre políticas de compliance, prevenção à lavagem de dinheiro, segurança operacional e jogo responsável.

O Tribunal quer ainda esclarecimentos sobre mecanismos de controle, como verificação de identidade, limites de apostas, monitoramento de comportamento e políticas de autoexclusão, além de dados sobre a atuação e a regularidade dos fornecedores envolvidos.

Tribunal aponta possível desperdício de recursos após pagamento de R$ 30 milhões pela outorga e cobra cronograma, justificativas e medidas de controle da estatal.

O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu intensificar o monitoramento sobre o atraso da Caixa Loterias S.A. no lançamento de sua plataforma de apostas de quota fixa. A estatal já possui autorização definitiva para operar e pagou R$ 30 milhões (US$ 6 milhões) pela outorga, conforme previsto na Lei 14.790/2023.

Em decisão assinada na última sexta-feira (27), o ministro Jhonatan de Jesus apontou indícios de desperdício de recursos públicos, uma vez que a empresa desembolsou o valor da licença, mas ainda não iniciou a operação.

O TCU também autorizou a participação da Febralot no processo. A entidade estima prejuízo de cerca de R$ 6 milhões (US$ 1,2 milhão) por ano durante o período de validade da licença, que é de cinco anos, devido à ausência de operação.

A Corte passou a questionar a falta de avanço operacional do projeto, considerando princípios de economicidade e eficiência. A autorização para exploração foi concedida em julho de 2025 pela Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, permitindo atuação nos canais físico e digital com as marcas BetCaixa, MegaBet e Xbet Caixa.

Apesar disso, a plataforma ainda não foi lançada. Para o TCU, o atraso pode configurar falha na gestão de recursos públicos.

O cenário também impacta a competitividade da rede lotérica diante do avanço das operadoras privadas no ambiente digital. Segundo a Febralot, há perda de espaço no mercado e demanda reprimida, especialmente com a proximidade da Copa do Mundo de 2026.

A entrada da Caixa no setor é considerada estratégica por agentes do mercado, devido à sua capilaridade e capacidade de distribuição nacional. A demora, no entanto, pode ampliar desequilíbrios concorrenciais e adiar a geração de receitas públicas.

Veja também: TCU rejeita representação e libera Caixa para atuar no mercado de apostas de quota fixa

Diante disso, o TCU determinou que a estatal apresente, em até cinco dias úteis, justificativas para o atraso. Também foi exigido o envio, em até 15 dias, de um cronograma atualizado para o lançamento da operação, além de informações detalhadas sobre políticas de compliance, prevenção à lavagem de dinheiro, segurança operacional e jogo responsável.

O Tribunal quer ainda esclarecimentos sobre mecanismos de controle, como verificação de identidade, limites de apostas, monitoramento de comportamento e políticas de autoexclusão, além de dados sobre a atuação e a regularidade dos fornecedores envolvidos.

  

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