Na terça-feira, 28, a Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) participou do II Encontro Técnico Nacional sobre Combate à Manipulação de Resultados Esportivos, em Brasília. O evento foi promovido pelo Ministério do Esporte (MEsp) e reuniu autoridades públicas, empresários, especialistas e representantes do mercado de apostas.
No encontro, a ANJL comentou a nova plataforma educacional desenvolvida junto ao MEsp, com o apoio da Sportradar. A ferramenta tem como objetivo conscientizar atletas de diferentes modalidades sobre a integridade esportiva e combater casos de manipulação de resultados.
“O objetivo da plataforma é alertar os atletas de que quem participa de esquemas de manipulação prejudica a sua carreira e todo o ecossistema esportivo, que perde credibilidade. Do lado dos apostadores, os mais prejudicados são os comprometidos com a integridade, que fazem as suas apostas de forma idônea e, depois, descobrem que foram enganados porque uma quadrilha interferiu naquele resultado”, disse Plínio Lemos Jorge, Presidente da ANJL.
O evento também abordou questões de prevenção e de monitoramento, incluindo sistemas e tecnologias, e a atuação de instituições de segurança pública, como a Polícia Federal, em casos de investigação.
ANJL comenta estudo da CNC

Além disso, ainda nesta semana, a ANJL comentou que os dados apresentados pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) não “condizem” com as informações obtidas pelo setor e pelo próprio governo. A ANJL também reforçou que a pesquisa não considera os demais fatores que levam os brasileiros ao endividamento.
“Recortes amostrais não podem se sobrepor às bases públicas disponíveis nem sugerir uma relação causal direta entre apostas online e inadimplência do cliente”, afirmou a ANJL.
Em comunicado oficial, a ANJL destacou que o Brasil registrou, aproximadamente, 28 milhões de apostadores em 2025, conforme dados compilados pela Pay4Fun. Desse número, cerca de 53% gastaram até R$ 50 por mês com apostas online. Para a ANJL, “esse cenário evidencia um comportamento incompatível com generalizações sobre grande impacto no orçamento das famílias”.
Em adição, a ANJL reforçou que o setor representa cerca de 0,46% do consumo das famílias brasileiras e afirmou que o endividamento no país é “problema histórico e estrutural”, mencionando o estudo da LCA.
O posicionamento da ANJL está alinhado ao recente pronunciamento do Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) sobre a pesquisa da CNC. No entanto, o IBJR questionou a metodologia adotada no estudo e cobrou, por meio de notificação formal, esclarecimentos da Confederação, concedendo o prazo de cinco dias úteis para a apresentação das informações solicitadas.
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