Ione Amorim, coordenadora do Programa de Serviços do Idec, comentou sobre as irregularidades encontradas no programa de crédito consignado
O Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) pediu ao Ministério da Justiça a suspensão do crédito consignado aos beneficiários do Auxílio Brasil, liberado no ano passado durante a campanha do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ) à reeleição. A instituição também solicitou no ofício a revisão dos contratos existentes e propôs isentar os devedores da cobrança de juros.
O documento, revelado pela reportagem de Anna Carolina Papp e Adriana Fernandes para a Estadão Conteúdo, solicitou ao Ministério a suspensão imediata das operações, a integração dos contratos de bancos privados pela Caixa Econômica Federal, isenção da cobrança de juros e a investigação de 3,5 milhões de contratos e das condições em que foram firmados.
Centenas de beneficiários se endividaram com a abertura do crédito – Foto: Pixabay
Ione Amorim, coordenadora do Programa de Serviços do Idec, comentou sobre os pedidos. “As famílias foram incentivadas a buscar o crédito como se o dinheiro estivesse sendo doado. Foram identificadas muitas irregularidades, a começar pela instabilidade nos sistemas dos bancos e dificuldade de acesso, propostas canceladas, dinheiro não disponibilizado no prazo, descontos no benefício por dinheiro não entregue e cadastro de famílias incompatíveis com os critérios do programa”, relatou ela.
De verdade, o crédito consignado associado ao Auxílio Brasil foi uma das maiores crueldades feitas contra o pobre desse país. Uma medida eleitoreira com potencial de virar um problema macroeconômico.
Tem que ver como resolver mesmo.https://t.co/y4MSjDfgZR
— ️️ ️️️️️️️️️ ️️ ️️ ️️ (@jairmearrependi)
January 4, 2023
O governo do presidente Lula (PT-SP) estaria estudando uma forma de anistiar os beneficiários do Auxílio Brasil que fizeram o consignado, de acordo com notícias veiculadas recentemente. No entanto, Ione diz que a iniciativa pode ser uma alternativa, mas não seria justa com todas as pessoas que buscaram o crédito especial e tiveram as propostas negadas. “Precisamos reduzir o tamanho do impacto da dívida na vida dessas famílias, retirando os juros embutidos nessas operações”, frisou a coordenadora.
Ione Amorim, coordenadora do Programa de Serviços do Idec, comentou sobre as irregularidades encontradas no programa de crédito consignado O Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) pediu ao Ministério da Justiça a suspensão do crédito consignado aos beneficiários do Auxílio Brasil, liberado no ano passado durante a campanha do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ) à reeleição. A instituição também solicitou no ofício a revisão dos contratos existentes e propôs isentar os devedores da cobrança de juros.
O documento, revelado pela reportagem de Anna Carolina Papp e Adriana Fernandes para a Estadão Conteúdo, solicitou ao Ministério a suspensão imediata das operações, a integração dos contratos de bancos privados pela Caixa Econômica Federal, isenção da cobrança de juros e a investigação de 3,5 milhões de contratos e das condições em que foram firmados.
Centenas de beneficiários se endividaram com a abertura do crédito – Foto: Pixabay
Ione Amorim, coordenadora do Programa de Serviços do Idec, comentou sobre os pedidos. “As famílias foram incentivadas a buscar o crédito como se o dinheiro estivesse sendo doado. Foram identificadas muitas irregularidades, a começar pela instabilidade nos sistemas dos bancos e dificuldade de acesso, propostas canceladas, dinheiro não disponibilizado no prazo, descontos no benefício por dinheiro não entregue e cadastro de famílias incompatíveis com os critérios do programa”, relatou ela.
De verdade, o crédito consignado associado ao Auxílio Brasil foi uma das maiores crueldades feitas contra o pobre desse país. Uma medida eleitoreira com potencial de virar um problema macroeconômico. Tem que ver como resolver mesmo.https://t.co/y4MSjDfgZR — ️️ ️️️️️️️️️ ️️ ️️ ️️ (@jairmearrependi)
January 4, 2023
O governo do presidente Lula (PT-SP) estaria estudando uma forma de anistiar os beneficiários do Auxílio Brasil que fizeram o consignado, de acordo com notícias veiculadas recentemente. No entanto, Ione diz que a iniciativa pode ser uma alternativa, mas não seria justa com todas as pessoas que buscaram o crédito especial e tiveram as propostas negadas. “Precisamos reduzir o tamanho do impacto da dívida na vida dessas famílias, retirando os juros embutidos nessas operações”, frisou a coordenadora.
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