A Sorte Online compartilhou orientações para ajudar os usuários a distinguir sites licenciados de plataformas ilegais, após constatar que a maior parte dos brasileiros não sabe identificar casas de apostas confiáveis. A empresa destacou que, mesmo após a expansão e a regulamentação do setor no país, os usuários ainda não sabem diferenciar as empresas sérias daquelas que operam à margem da lei.
Segundo levantamento do Instituto Locomotiva, 72% da população nacional não reconhece quais plataformas são autorizadas a atuar no Brasil, e 61% dos brasileiros apostaram, pelo menos uma vez, em sites não licenciados em 2025. Além disso, a Sorte Online reforçou que, para cada plataforma que opera em conformidade com a legislação brasileira, há outras 14 empresas clandestinas atuando no país, sem oferecer qualquer segurança, garantia ou transparência aos apostadores.
Atualmente, conforme destacou a Sorte Online, mais de 2 mil sites ilegais operam no país. O segmento regulado, em contrapartida, possui 85 licenças emitidas, sendo que cada empresa autorizada pode operar até 3 marcas simultaneamente durante cinco anos. A lista completa e atualizada das plataformas legais no Brasil está disponível no site da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda (SPA/MF).
Por essa razão, a Sorte Online reforçou a importância de saber diferenciar as plataformas legítimas daquelas que operam no mercado clandestino. Essa identificação se tornou essencial para proteger usuários no ambiente digital.
“Quando falamos em apostas online seguras, estamos falando de sistemas que garantem a integridade do jogo e a transparência da operação. O usuário pode não ver, mas existe uma camada tecnológica que valida resultados, protege dados e assegura que cada transação seja legítima. Em sites clandestinos, esse ‘árbitro invisível’ simplesmente não existe”, disse Thiago Balieiro, advogado e CEO da Sorte Online.
Para o executivo, o Brasil está vivenciando um dos “maiores avanços regulatórios” do setor, e questões como o compliance deixaram de ser opcionais para se tornarem pré-requisitos para operação.
“Mais do que cumprir regras, as empresas precisam demonstrar compromisso real com a integridade do sistema, a proteção do consumidor e a transparência das práticas”, afirmou Balieiro.
Diferenças entre sites legais e ilegais
Todas as empresas licenciadas, seja no Brasil ou em outros mercados regulados, contam com estrutura tecnológica robusta voltada à proteção dos usuários e à integridade das operações. Embora alguns países adotem marcos regulatórios mais complexos, como o Reino Unido – onde a UK Gambling Commission (UKGC) é considerada uma das principais autoridades do setor no mundo -, há também jurisdições que operam de forma legítima com regras mais flexíveis. Essa diferença, no entanto, não está relacionada à legalidade da atividade, mas sim ao nível de exigência nos processos de licenciamento, de monitoramento e de fiscalização das plataformas autorizadas.
A Sorte Online destacou o uso de sistemas de verificação de identidade (KYC), de ferramentas antifraude, de mecanismos de rastreamento de transações financeiras e de auditorias independentes. Enquanto plataformas licenciadas priorizam a segurança do apostador, a integridade dos resultados esportivos e a imparcialidade dos jogos de cassino, operadores ilegais costumam adotar práticas irregulares, como esquemas de pirâmide, promessas enganosas de ganhos e atrasos – ou até mesmo a não realização – do pagamento de prêmios.
Um site legítimo aceitará apenas meios de pagamento permitidos na legislação vigente. No Brasil, os cartões de crédito são proibidos nesse tipo de operação, assim como as criptomoedas e o boleto bancário. Antes da regulamentação, era comum que plataformas oferecessem ampla variedade de métodos de pagamento – quanto mais opções, melhor. Hoje, a realidade é outra: a prioridade passou a ser a conformidade com a lei brasileira.
Regras claras e bem definidas também são fundamentais nas casas licenciadas. No segmento de cassino, os jogos devem ser fornecidos por provedores reconhecidos e devidamente licenciados na indústria, como a Evolution. Nesses casos, os títulos passam por testes independentes que comprovam o uso de sistemas de Random Number Generator (RNG), garantindo resultados aleatórios e livres de manipulação.
Além disso, no Brasil, o governo determinou o uso do domínio “.bet.br” para todos os sites licenciados. A ausência desse elemento é um indicativo de que a plataforma não possui autorização para operar no país.
Apesar das diferenças entre mercados, a lógica para identificar operadores legais é, em geral, a mesma em qualquer lugar do mundo:
- O usuário deve conseguir localizar com facilidade a licença e o órgão regulador;
- O site deve oferecer jogos de provedores licenciados e reconhecidos;
- As regras precisam ser claras e de fácil acesso;
- A plataforma deve disponibilizar canais de atendimento eficientes;
- É fundamental que haja transparência nas políticas de pagamento e saque, com prazos bem definidos;
- A casa deve contar com tecnologias de segurança de alto nível, como criptografia de dados e verificação de identidade; e
- O jogo responsável deve ser prioridade, com a oferta de limites de depósito e ferramentas de autoexclusão.
“À medida que o Brasil avança na consolidação do setor de apostas, a tecnologia tende a assumir um papel ainda mais central, funcionando como um selo silencioso de credibilidade. Para o apostador, entender esse bastidor e buscar por empresas regulamentadas é o primeiro passo para separar uma bet [operadora] séria de um site clandestino e para garantir que, no fim do jogo, quem apita corretamente é sempre a transparência”, concluiu Balieiro.
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