A Callisto Research e a Muddy Waters, duas empresas de pesquisa de investimentos financeiros, alegaram que a Sportradar presta serviços a operadores ilegais do mercado de apostas enquanto vende seus serviços de monitoramento de integridade para o mercado legal e para o ecossistema de esportes.
Em nota oficial, a Sportradar disse que vai “contestar de forma inequívoca” as alegações feitas por Callisto Research e Muddy Waters após as ações da empresa terem desvalorizado quase 30% nos últimos cinco dias. A lista de parceiros da Sportradar inclui organizações como a FIFA, a UEFA e a NBA. No Brasil, a empresa tem acordos com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) e a Liga Nacional de Basquete (LNB).
Tanto a Callisto Research quanto a Muddy Watters venderam ações da Sportradar a descoberto — em essência, apostando que o preço das ações da Sportradar na bolsa de valores americana vai despencar. O modelo de negócios da Callisto Research e da Muddy Waters consiste em assumir posições vendidas.

O que os relatórios da Callisto Research e Muddy Waters alegaram
A Callisto Research e a Muddy Waters fizeram alegações diferentes, embora o conteúdo seja o mesmo: que a Sportradar vende serviços de monitoramento de integridade para o mercado regulado de apostas enquanto presta outros serviços para o mercado ilegal.
A Muddy Waters alegou que seus representantes visitaram o estande da Sportradar na ICE 2026 em Barcelona e que eles se apresentaram como representantes de uma empresa recém-fundada com foco no Vietnã, Tailândia, Indonésia e China.
Apostas esportivas são proibidas na Tailândia, na Indonésia e na China. Já no Vietnã, elas são liberadas parcialmente, mas se restringem a corridas de cavalos, corridas de cachorros galgos e partidas internacionais de futebol.
“Nenhum vendedor da Sportradar nos disse não”, disse a Muddy Waters. A empresa alega que seus representantes foram encaminhados para um vendedor da Sportradar com foco no mercado asiático.
Já a Callisto Research alegou que de 30% a 40% da renda da Sportradar pode ser proveniente do mercado ilegal. A empresa afirmou ter enviado seus relatórios para órgãos reguladores europeus e norte-americanos.
“Acreditamos que a Sportradar terá que escolher entre abrir mão da receita proveniente de operadores ilegais ou perder suas licenças na Europa e na América do Norte”, disse a Callisto Research.
Sportradar contesta alegações
Em seu comunicado oficial, a Sportradar afirmou que conduz seus negócios com os mais altos “padrões éticos, em consonância com as políticas da Sportradar e as leis e regulamentações aplicáveis”. Você pode ler a nota completa abaixo.
“Relatórios de venda a descoberto divulgados hoje contêm diversas imprecisões factuais sobre a Sportradar, e contestamos essas alegações de forma inequívoca.
Esses relatórios demonstram uma incompreensão fundamental sobre o nosso negócio e sobre o setor, e foram elaborados por investidores com posições vendidas que tentam reduzir o valor para os acionistas e lucrar com a desvalorização das ações.
A Sportradar trabalha exclusivamente com operadores licenciados, segue rigorosos padrões globais de conformidade e diligência prévia, e mantém sua confiança nas demonstrações financeiras auditadas de forma independente, nas divulgações de risco e nas informações fornecidas a investidores e reguladores.
Conduzimos nossos negócios com os mais altos padrões éticos, em conformidade com as políticas da Sportradar e com as leis e regulamentações aplicáveis”.
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