Calor do verão: Especialista explica como o calor em excesso pode afetar a inteligência

 O PhD neurocientista, Dr. Fabiano de Abreu Agrela, fala dos riscos das altas temperaturas a exemplo da diminuição da capacidade cognitiva

Com a chegada do verão é muito comum nos sentirmos mais cansados devido as altas temperaturas típicas da estação. As atividades do dia a dia parecem ficar “pesadas”, difíceis de serem realizadas, principalmente aquelas que exigem muito esforço mental. Isso porque o alto calor pode acabar impedindo que as fibras nervosas funcionem corretamente.




Isso significa que, às vezes, as mensagens não conseguem chegar e sair do cérebro. Por causa disso, podemos acabar sentindo fadiga, fraqueza ou problemas de equilíbrio ou visão. Segundo o neurocientista Prof. Dr. Fabiano de Abreu Agrela, “o estresse térmico ocorre quando o corpo não consegue se resfriar o suficiente para manter uma temperatura saudável, o que pode diminuir a capacidade cognitiva”. 

O calor em excesso pode causar fadiga, fraqueza ou problemas de equilíbrio ou visão – Imagem: Reprodução/Pixabay

De acordo com o especialista, muita exposição ao calor também pode prejudicar o fluxo sanguíneo e o suprimento de oxigênio para o cérebro, podendo levar a um episódio de desmaio. “Em temperaturas altas, a barreira hematoencefálica começa a se romper e proteínas e íons indesejados podem se acumular no cérebro, causando inflamação e atrapalhando o funcionamento normal. As proteínas também podem se desdobrar, o que pode causar a morte celular no cérebro. O hipotálamo, região do cérebro que regula a temperatura interna do corpo pode influenciar a forma como o calor nos afeta, enviando sinais às glândulas sudoríparas para produzir suor e resfriar o corpo”, explicou ele.

calor em excesso me faz passar mal aaaaaaaaaaaaa

— l͚a͚r͚i͚s͚s͚in͚h͚a͚�� (@larissinha_pqkk)
January 16, 2023



O médico ressalta ainda que o circuito ventral, que inclui a amígdala, o córtex pré-frontal medial ventral e o estriado ventral, tem conectividade substancial com o hipotálamo. “Interações hipotalâmicas com circuitos neurais de larga escala são subjacentes ao aprendizado por reforço e ao comportamento motivado, relacionando a cognição. Temperaturas mais quentes são um problema ainda maior para pessoas com problemas neurológicos, por serem incapazes de regular a temperatura corporal e tolerar o calor tão facilmente. Pessoas com esclerose múltipla, por exemplo, ao calor forte, tem consequências negativas para o cérebro eficiência”, concluiu.

 O PhD neurocientista, Dr. Fabiano de Abreu Agrela, fala dos riscos das altas temperaturas a exemplo da diminuição da capacidade cognitiva Com a chegada do verão é muito comum nos sentirmos mais cansados devido as altas temperaturas típicas da estação. As atividades do dia a dia parecem ficar “pesadas”, difíceis de serem realizadas, principalmente aquelas que exigem muito esforço mental. Isso porque o alto calor pode acabar impedindo que as fibras nervosas funcionem corretamente.

 

Isso significa que, às vezes, as mensagens não conseguem chegar e sair do cérebro. Por causa disso, podemos acabar sentindo fadiga, fraqueza ou problemas de equilíbrio ou visão. Segundo o neurocientista Prof. Dr. Fabiano de Abreu Agrela, “o estresse térmico ocorre quando o corpo não consegue se resfriar o suficiente para manter uma temperatura saudável, o que pode diminuir a capacidade cognitiva”. 

O calor em excesso pode causar fadiga, fraqueza ou problemas de equilíbrio ou visão – Imagem: Reprodução/Pixabay

De acordo com o especialista, muita exposição ao calor também pode prejudicar o fluxo sanguíneo e o suprimento de oxigênio para o cérebro, podendo levar a um episódio de desmaio. “Em temperaturas altas, a barreira hematoencefálica começa a se romper e proteínas e íons indesejados podem se acumular no cérebro, causando inflamação e atrapalhando o funcionamento normal. As proteínas também podem se desdobrar, o que pode causar a morte celular no cérebro. O hipotálamo, região do cérebro que regula a temperatura interna do corpo pode influenciar a forma como o calor nos afeta, enviando sinais às glândulas sudoríparas para produzir suor e resfriar o corpo”, explicou ele.

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January 16, 2023

O médico ressalta ainda que o circuito ventral, que inclui a amígdala, o córtex pré-frontal medial ventral e o estriado ventral, tem conectividade substancial com o hipotálamo. “Interações hipotalâmicas com circuitos neurais de larga escala são subjacentes ao aprendizado por reforço e ao comportamento motivado, relacionando a cognição. Temperaturas mais quentes são um problema ainda maior para pessoas com problemas neurológicos, por serem incapazes de regular a temperatura corporal e tolerar o calor tão facilmente. Pessoas com esclerose múltipla, por exemplo, ao calor forte, tem consequências negativas para o cérebro eficiência”, concluiu.  


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