Em artigo publicado no portal Poder360, Leonardo Baptista, CEO e cofundador da Pay4Fun, afirmou que o Pix se tornou a principal ferramenta para combater o mercado de bets ilegal no Brasil. De acordo com o executivo, o bloqueio de sites não resolve o problema de forma definitiva, já que novas plataformas surgem rapidamente após as restrições.
Para Baptista, o setor precisa mudar a estratégia de fiscalização e concentrar esforços no fluxo financeiro das operações ilegais. Na visão do executivo, o Pix oferece ao país uma vantagem importante nesse cenário por ser o único meio de pagamento permitido no mercado regulado de apostas.
O executivo afirmou que o combate ao mercado clandestino precisa atingir diretamente as movimentações financeiras: “quando você corta o pagamento, você corta o negócio”.
Além disso, Baptista destacou que a Secretaria de Prêmios e Apostas passou a contar com mecanismos mais rígidos para atuar contra operações ilegais. Conforme o executivo, as multas aplicadas às instituições podem alcançar valores elevados.
O CEO da Pay4Fun também pontuou que o Banco Central aumentou o nível de exigência para instituições de pagamento. Para ele, a ampliação das regras de capital, compliance e prevenção à lavagem de dinheiro reduziu o espaço ocupado por empresas com baixo controle operacional.
Como Leonardo Baptista aponta crescimento do mercado ilegal
Apesar das mudanças regulatórias, Baptista afirmou que o mercado irregular ainda representa uma parcela relevante do setor no Brasil.
Conforme o levantamento citado pelo executivo, realizado pelo Instituto Locomotiva e pela LCA Consultoria Econômica, as apostas ilegais concentram atualmente entre 41% e 51% do mercado brasileiro de bets.
De acordo com o CEO da Pay4Fun, o impacto econômico desse cenário é significativo. Para ele, o avanço do mercado clandestino reduz arrecadação, geração de empregos e mecanismos de proteção aos consumidores.
Além disso, Baptista afirmou que as perdas podem chegar a até R$ 40 bilhões por ano em arrecadação, conforme estimativas do setor.
O executivo também criticou discussões sobre aumento de carga tributária para empresas regulamentadas. Segundo ele, ampliar restrições para operadores legalizados pode estimular a migração de usuários e empresas para o mercado irregular.
“O caminho mais eficiente para aumentar arrecadação não é subir imposto. É trazer o ilegal para o legal”, declarou.
Integração entre órgãos é vista como essencial
Leonardo Baptista também defendeu maior integração entre Banco Central e Secretaria de Prêmios e Apostas no processo de fiscalização.
Na visão dele, o combate ao mercado ilegal exige monitoramento constante sobre meios de pagamento, provedores e empresas que atuam simultaneamente no setor regulado e no clandestino.
O executivo disse ainda que o Brasil conseguiu estruturar rapidamente um modelo regulatório sólido para o mercado de apostas. Para ele, o setor já gera receita, empregos e mecanismos de proteção ao usuário.
Entretanto, Baptista acredita que o país entrou em uma nova etapa de consolidação regulatória. Nesse contexto, ele citou que o combate ao mercado ilegal não acontecerá apenas com derrubada de sites.
De acordo com o CEO da Pay4Fun, “o combate ao mercado ilegal não vai acontecer na superfície, derrubando sites. Vai acontecer no fluxo financeiro”.
Ao final do artigo, Baptista reforçou a importância do Pix nesse cenário e afirmou que a ferramenta pode representar o mecanismo mais eficiente disponível atualmente para enfrentar operações clandestinas no setor de apostas.
O post CEO da Pay4Fun defende Pix como principal ferramenta contra bets ilegais apareceu primeiro em iGaming Brazil.
Participe da IGI Expo 2026: https://igi-expo.com/


