O atual ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, declarou apoio a medidas radicais e defendeu o fim das bets no território nacional.
Durante a sua participação no programa “Bom Dia, Ministro” nesta terça-feira (12), Boulos foi enfático ao afirmar que os cassinos online são os grandes responsáveis por prejudicar a renda das famílias brasileiras, intensificando o discurso de proibição que ganha cada vez mais tração dentro do governo federal.
Por que Boulos e a base aliada exigem o fim das bets no Brasil
O posicionamento do ministro reflete uma insatisfação latente do Executivo com a atual legislação do setor.
Boulos criticou duramente o modelo vigente: “a minha posição é que tinha que proibir as bets no Brasil. O Lula tentou uma regulamentação no Congresso, que foi aprovada, mas ela não resolveu. Várias bets estão envolvidas com lavagem de dinheiro”, disse.
Ele também não poupou palavras contra o poder de influência das empresas.
“As bets conseguiram fazer um lobby no Congresso para evitar a taxação, elas pagam 12% de imposto, metade do imposto de renda do trabalhador, isso é um escândalo”, disse.
Essa ofensiva contra o mercado de apostas caminha junto com a pré-campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Na esteira dessa articulação, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) propôs um projeto de lei para revogar trechos da regulamentação, visando banir opções como o “jogo do tigrinho”, sob o argumento de que a plataforma possui uma dinâmica que gera dependência.
O Planalto aponta o setor como o motor das dívidas, o que justificou o bloqueio das plataformas para os usuários do programa Desenrola Brasil 2.0. O setor regulado de apostas reagiu a proibição de um ano, alegando que pode levar milhares de brasileiros ao mercado ilegal.
Rogério Ceron, secretário-executivo da Fazenda, defendeu a medida: “as apostas tiveram um papel para crescer o endividamento no período recente.
Ter atuação conjunta com a proibição no uso dessas plataformas vai ajudar que eles não se endividem novamente, que eles comprometam sua renda para fazer apostas e, em casos mais extremos, fazer operações de crédito para fazer apostas”.
O ministro José Guimarães (PT), no entanto, pontua que a cúpula do governo ainda debate qual será a posição oficial definitiva.
Estudo aponta os bancos como verdadeiros culpados pela inadimplência
Apesar da agressiva retórica política que responsabiliza os jogos online pela crise financeira da população, dados recentes trazem uma perspectiva analítica completamente diferente.
Um estudo realizado pela LCA Consultoria, voltado para a inadimplência no Brasil, isenta as bets de serem as grandes causadoras do superendividamento nacional.
A pesquisa aponta que, na realidade, os juros abusivos cobrados por instituições bancárias tradicionais no país são os principais responsáveis por asfixiar o orçamento familiar.
Essa análise demonstra que transferir a culpa exclusivamente para as plataformas de apostas pode desviar o foco do verdadeiro gargalo econômico do trabalhador: as taxas exorbitantes do sistema de crédito brasileiro.
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