Um total de 462,8 mil brasileiros já utilizaram o sistema centralizado de autoexclusão dos sites de apostas criado pela Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda (SPA/MF), desde seu lançamento em dezembro de 2025.
Estes dados inéditos foram publicados em primeira mão pelo jornalista Lauro Jardim em sua coluna no jornal O Globo. A maioria dos apostadores que usaram a plataforma nacional de autoexclusão — 39,87% — justificou o bloqueio alegando “perda de controle sobre o jogo (saúde mental)”. Veja os dados completos abaixo:
- Perda de controle sobre o jogo (saúde mental): 39,87%
- Prevenir que meus dados sejam utilizados em plataformas de apostas: 19,57%
- Não desejo informar: 14,07%
- Decisão voluntária: 13,68%
- Dificuldades financeiras: 11,44%
- Recomendação profissional da área de saúde: 1,36%
A maioria dos apostadores que usaram o sistema centralizado de autoexclusão de sites de apostas bloqueou o acesso por período indeterminado (69,86%), enquanto que 20,75% solicitou o bloqueio por 12 meses.
Uma minoria de apostadores solicitou o bloqueio por períodos menores, como um mês (2,8%), três meses (3,06%), seis meses (2,92%) e nove meses (0,61%).
A ferramenta nacional de autoexclusão de sites de apostas impede que cidadãos brasileiros acessem todas as casas de apostas regularizadas pela SPA. A plataforma não realiza o bloqueio de sites ilegais.
Além disso, o Sistema Único de Saúde (SUS) também oferece teleatendimento gratuito para pessoas com ludopatia.
Como o governo enxerga as apostas
Embora uma minoria tenha alegado que utilizou o sistema centralizado de autoexclusão dos sites de apostas por conta de dificuldades financeiras, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e seus aliados entendem que plataformas de apostas estão endividando as famílias brasileiras.
Lula, inclusive, manifestou desejo de acabar com as casas de apostas no Brasil em uma entrevista recente. Segundo dados do Serasa, 81,7 milhões de brasileiros estão endividados em 2026, o que invariavelmente afeta negativamente a opinião pública acerca do governo atual.
No entanto, embora apostas possam causar dependência financeira, a principal causa deste endividamento em massa são dívidas ligadas ao cartão de crédito e ao cheque especial, devido às altas taxas de juros.
O governo federal está em vias de lançar um programa nacional de renegociação de dívidas, que possivelmente restringiria os endividados de utilizarem sites de apostas.
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Um total de 462,8 mil brasileiros já utilizaram o sistema centralizado de autoexclusão dos sites de apostas criado pela Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda (SPA/MF), desde
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