Na quarta-feira, 20, Alexandre Padilha, ministro da Saúde, sugeriu atuação conjunta internacional para regulamentar o mercado brasileiro de apostas online. O posicionamento do ministro foi feito durante assembleia da Organização Mundial da Saúde (OMS), em Genebra, e compartilhado pela Secretaria de Comunicação Social do governo.
Em seu discurso, Padilha reforçou que mais de 512 mil jogadores locais solicitaram a autoexclusão nacional de sites de apostas. O sistema centralizado de autoexclusão de apostas foi lançado no fim de 2025, por meio de parceria entre o Ministério da Saúde e o Ministério da Fazenda.
Discurso de Alexandre Padilha na OMS
“O tema passou a ocupar uma posição prioritária na agenda do governo do Brasil diante do reconhecimento dos riscos e do sofrimento associado às apostas. Da primeira regulamentação para cá, outras mudanças já foram desenvolvidas, buscando avançar na regulação da publicidade e na restrição do acesso para crianças e adolescentes”, afirmou o ministro no encontro.
Padilha também reforçou que a falta de normas para os jogos virtuais promove o endividamento de famílias e impacta negativamente na saúde mental dos usuários.

Crédito: Rafael Nascimento, Ministério da Saúde
Além do recurso unificado de autoexclusão, o governo ampliou o atendimento a pessoas com ludopatia no Sistema Único de Saúde (SUS) por meio de teleatendimento. Com investimento superior a R$ 2 milhões do Ministério da Saúde, o suporte é oferecido a maiores de idade, familiares e redes de apoio.
O governo estendeu, ainda, os serviços oferecidos pelos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), permitindo que usuários em sofrimento mental recebam apoio para enfrentar a dependência em apostas online.
Para Padilha, a regulamentação das apostas precisa se inspirar em outras legislações, como a do tabaco, para estabelecer medidas mais rigorosas para o mercado. Padilha já havia defendido esse ponto de vista em abril, durante entrevista ao programa Alô Alô Brasil.
Atuação do Ministério da Saúde sobre apostas
Em entrevista exclusiva ao SBC Notícias Brasil, Gabriella de Andrade Boska, coordenadora de Álcool e outras Drogas do Ministério da Saúde, afirmou que há “semelhanças reais entre problemas com jogos de apostas e uso de álcool e outras drogas, especialmente no campo da dependência, da compulsão, da perda de controle e dos impactos sobre a vida das pessoas”.
E acrescentou: “Assim, se as semelhanças justificam tratar as apostas como questão de saúde pública, com utilização de estratégias como redução de danos, identificação precoce e cuidado comunitário, as diferenças exigem respostas regulatórias e assistenciais próprias”.
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Na quarta-feira, 20, Alexandre Padilha, ministro da Saúde, sugeriu atuação conjunta internacional para regulamentar o mercado brasileiro de apostas online. O posicionamento do ministro foi feito durante assembleia da Organização 
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