Defensoria Pública do DF pede ao MEC para retirar material que trata de apostas
Umas das questões na plataforma AVAMEC sugere as apostas como ferramenta pedagógica.
Distrito Federal.- O Núcleo de Defesa do Consumidor (Nudecon) da Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF) encaminhou uma representação ao Ministério da Educação (MEC) para que retire uma questão na plataforma AVAMEC que sugere o uso de apostas como ferramenta pedagógica no ensino de matemática.
A questão polêmica integra o conteúdo do curso “Mais Ensino Médio”, que visa a formação de professores da rede pública. De acordo com a Defensoria Pública, a pergunta supostamente incentivaria o uso de bets por estudantes.
Veja também: Justiça manda suspender sites de apostas que usavam marca da Loterj sem autorização
Segundo os magistrados, apesar do enunciado alertar sobre riscos de dependência e endividamento, a mensagem poderia “contribuir para a normalização de práticas potencialmente prejudiciais entre adolescentes”.
“Não é papel da escola legitimar ou normalizar práticas que já são reconhecidamente nocivas. A educação deve atuar na prevenção, esclarecendo riscos e promovendo escolhas conscientes, e não estimulando comportamentos potencialmente prejudiciais”, declarou Antônio Carlos Cintra, defensor público coordenador do Nudecon.
A DPDF recomendou a abertura de procedimento administrativo para apuração dos fatos. Segundo a Defensoria, o MEC deve identificar os responsáveis pela inserção do material no curso, reavaliar a questão sob a ótica do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e adotar e medidas para evitar a veiculação de conteúdos semelhantes. O Ministério da Educação tem prazo de 15 dias para responder após receber a notificação.
Umas das questões na plataforma AVAMEC sugere as apostas como ferramenta pedagógica.
Distrito Federal.- O Núcleo de Defesa do Consumidor (Nudecon) da Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF) encaminhou uma representação ao Ministério da Educação (MEC) para que retire uma questão na plataforma AVAMEC que sugere o uso de apostas como ferramenta pedagógica no ensino de matemática.
A questão polêmica integra o conteúdo do curso “Mais Ensino Médio”, que visa a formação de professores da rede pública. De acordo com a Defensoria Pública, a pergunta supostamente incentivaria o uso de bets por estudantes.
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Segundo os magistrados, apesar do enunciado alertar sobre riscos de dependência e endividamento, a mensagem poderia “contribuir para a normalização de práticas potencialmente prejudiciais entre adolescentes”.
“Não é papel da escola legitimar ou normalizar práticas que já são reconhecidamente nocivas. A educação deve atuar na prevenção, esclarecendo riscos e promovendo escolhas conscientes, e não estimulando comportamentos potencialmente prejudiciais”, declarou Antônio Carlos Cintra, defensor público coordenador do Nudecon.
A DPDF recomendou a abertura de procedimento administrativo para apuração dos fatos. Segundo a Defensoria, o MEC deve identificar os responsáveis pela inserção do material no curso, reavaliar a questão sob a ótica do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e adotar e medidas para evitar a veiculação de conteúdos semelhantes. O Ministério da Educação tem prazo de 15 dias para responder após receber a notificação.