Francesco Borgosano, CEO da Huddle: “Para prosperar no Brasil, as operadoras precisam elevar seus padrões de trading”

Em artigo, executivo avalia que casas de apostas precisam investir em tecnologia, automação e mercados mais sofisticados para acompanhar a evolução do apostador brasileiro.


Opinião.- No artigo a seguir, Francesco Borgosano, CEO da Huddle, analisa por que elevar os padrões de trading deve se tornar prioridade para as casas de apostas que desejam se consolidar no mercado regulado brasileiro.

O executivo é experiente na indústria de jogos e apostas, com trajetória marcada pelo uso de ciência de dados, análises avançadas e tecnologia aplicada ao crescimento de produtos e negócios. Com origem como analista quantitativo no setor de apostas esportivas, Borgosano lidera atualmente iniciativas ligadas a Same Game Parlays (SGP), micromercados e player props, áreas que vêm ganhando espaço no mercado global.

Por que elevar os padrões de trading deve ser prioridade das casas de apostas no Brasil

O Brasil é, sem dúvida, um dos principais protagonistas do cenário global de jogos e apostas. Com a formalização do mercado regulado de apostas esportivas, o país consolidou sua posição como uma potência do setor, oferecendo oportunidades significativas no presente e perspectivas ainda maiores à medida que o mercado cresce nos próximos anos.


iGaming & Gaming International Expo - IGI

Enquanto centenas de marcas disputam participação de mercado, a indústria local concentrou grande parte de seus esforços em compliance regulatório e aquisição de clientes. Porém, outras áreas estratégicas não avançaram no mesmo ritmo, especialmente os departamentos de trading e as tecnologias que sustentam essas operações.

Competir em um mercado altamente disputado utilizando estruturas de trading limitadas representa uma oportunidade desperdiçada e, em alguns casos, um caminho para perder espaço. Para prosperar no Brasil, as operadoras precisam elevar seus padrões de trading para manter posição competitiva, fortalecer a confiança dos usuários e evitar perda de receita para concorrentes mais preparados. Apostadores aprendem rapidamente, e as plataformas que conseguirem acompanhar essa evolução terão vantagem no longo prazo.

A chegada inevitável dos apostadores profissionais

Muitas operadoras locais ainda operam com plataformas antigas que foram suficientes nos primeiros momentos de abertura do mercado. Naquela fase inicial, oferecer mercados básicos com margens adequadas era suficiente para atrair apostadores.

No entanto, seja agora ou durante grandes eventos como a Copa do Mundo, sistemas rígidos tendem a falhar diante das novas exigências dos usuários. Essas plataformas têm dificuldade para acompanhar mudanças rápidas no comportamento do consumidor e o aumento do volume de apostas.

À medida que os mercados se tornam mais complexos, cresce também a assimetria de informação, especialmente em apostas como player props e micro mercados. Sem modelos automatizados sofisticados, equipes de trading ficam vulneráveis a apostadores profissionais e grupos especializados que utilizam dados, experiência e capital para explorar odds desatualizadas.

Quando essas perdas se acumulam, muitas operadoras reagem suspendendo mercados, restringindo apostas e reduzindo opções disponíveis. Em um mercado recém-regulado, com custos crescentes de aquisição de clientes e carga tributária elevada, isso pode ser prejudicial. Suspender mercados em momentos decisivos de uma partida reduz a confiança do usuário e impacta diretamente o volume apostado.

A evolução do apostador brasileiro

O apostador brasileiro continua fortemente ligado ao futebol, que permanece como base do mercado. Porém, os hábitos de apostas vêm mudando rapidamente, influenciados pelo crescimento de ligas como NBA e NFL, além da popularização das apostas ao vivo e de alta frequência.

Os usuários já não querem apenas prever o placar final de uma partida do Brasileirão. O interesse agora está em apostas ligadas a eventos específicos do jogo e desempenho individual de atletas, como número de finalizações, passes ou rebotes em partidas de basquete.

As redes sociais também impulsionam esse comportamento, com influenciadores promovendo apostas múltiplas e combinações mais complexas. Isso cria uma demanda crescente por plataformas capazes de oferecer variedade, flexibilidade e funcionalidades avançadas.

Entre os principais desafios das tecnologias antigas estão justamente a limitação na combinação de mercados e a dificuldade de oferecer cash out em tempo real para apostas múltiplas e player props. Apostadores modernos esperam experiências fluidas e sem restrições.

A necessidade de soluções mais sofisticadas

Segundo a análise, soluções genéricas de odds já não conseguem atender plenamente às necessidades de sportsbooks modernos. Produtos padronizados são desenvolvidos para uma média global e não consideram especificidades regionais, perfis de risco ou comportamento local dos jogadores.

O caminho apontado é a adoção de soluções mais integradas e personalizadas, baseadas em algoritmos capazes de processar informações em milissegundos. Mudanças de escalação, alterações táticas e oscilações em tempo real precisam ser refletidas rapidamente nas odds para manter os mercados ativos e equilibrar risco e margem.

Esses sistemas também permitem maior flexibilidade para combinações de mercados e funcionalidades de cash out, reduzindo a necessidade de suspensões frequentes e problemas de precificação.

Disputa pelo futuro do mercado brasileiro

O mercado brasileiro de apostas esportivas é considerado grande demais e sofisticado demais para operar com padrões limitados de trading. À medida que o setor amadurece, a tendência é que as operadoras mais bem posicionadas sejam aquelas que investirem em tecnologia dinâmica, automação e soluções centradas na experiência do jogador.

Ao priorizar expertise em trading e mercados mais modernos, as casas de apostas podem fortalecer sua posição em um dos mercados mais relevantes da indústria global.

Em artigo, executivo avalia que casas de apostas precisam investir em tecnologia, automação e mercados mais sofisticados para acompanhar a evolução do apostador brasileiro.

Opinião.- No artigo a seguir, Francesco Borgosano, CEO da Huddle, analisa por que elevar os padrões de trading deve se tornar prioridade para as casas de apostas que desejam se consolidar no mercado regulado brasileiro.

O executivo é experiente na indústria de jogos e apostas, com trajetória marcada pelo uso de ciência de dados, análises avançadas e tecnologia aplicada ao crescimento de produtos e negócios. Com origem como analista quantitativo no setor de apostas esportivas, Borgosano lidera atualmente iniciativas ligadas a Same Game Parlays (SGP), micromercados e player props, áreas que vêm ganhando espaço no mercado global.

Por que elevar os padrões de trading deve ser prioridade das casas de apostas no Brasil

O Brasil é, sem dúvida, um dos principais protagonistas do cenário global de jogos e apostas. Com a formalização do mercado regulado de apostas esportivas, o país consolidou sua posição como uma potência do setor, oferecendo oportunidades significativas no presente e perspectivas ainda maiores à medida que o mercado cresce nos próximos anos.

Enquanto centenas de marcas disputam participação de mercado, a indústria local concentrou grande parte de seus esforços em compliance regulatório e aquisição de clientes. Porém, outras áreas estratégicas não avançaram no mesmo ritmo, especialmente os departamentos de trading e as tecnologias que sustentam essas operações.

Competir em um mercado altamente disputado utilizando estruturas de trading limitadas representa uma oportunidade desperdiçada e, em alguns casos, um caminho para perder espaço. Para prosperar no Brasil, as operadoras precisam elevar seus padrões de trading para manter posição competitiva, fortalecer a confiança dos usuários e evitar perda de receita para concorrentes mais preparados. Apostadores aprendem rapidamente, e as plataformas que conseguirem acompanhar essa evolução terão vantagem no longo prazo.

A chegada inevitável dos apostadores profissionais

Muitas operadoras locais ainda operam com plataformas antigas que foram suficientes nos primeiros momentos de abertura do mercado. Naquela fase inicial, oferecer mercados básicos com margens adequadas era suficiente para atrair apostadores.

No entanto, seja agora ou durante grandes eventos como a Copa do Mundo, sistemas rígidos tendem a falhar diante das novas exigências dos usuários. Essas plataformas têm dificuldade para acompanhar mudanças rápidas no comportamento do consumidor e o aumento do volume de apostas.

À medida que os mercados se tornam mais complexos, cresce também a assimetria de informação, especialmente em apostas como player props e micro mercados. Sem modelos automatizados sofisticados, equipes de trading ficam vulneráveis a apostadores profissionais e grupos especializados que utilizam dados, experiência e capital para explorar odds desatualizadas.

Quando essas perdas se acumulam, muitas operadoras reagem suspendendo mercados, restringindo apostas e reduzindo opções disponíveis. Em um mercado recém-regulado, com custos crescentes de aquisição de clientes e carga tributária elevada, isso pode ser prejudicial. Suspender mercados em momentos decisivos de uma partida reduz a confiança do usuário e impacta diretamente o volume apostado.

A evolução do apostador brasileiro

O apostador brasileiro continua fortemente ligado ao futebol, que permanece como base do mercado. Porém, os hábitos de apostas vêm mudando rapidamente, influenciados pelo crescimento de ligas como NBA e NFL, além da popularização das apostas ao vivo e de alta frequência.

Os usuários já não querem apenas prever o placar final de uma partida do Brasileirão. O interesse agora está em apostas ligadas a eventos específicos do jogo e desempenho individual de atletas, como número de finalizações, passes ou rebotes em partidas de basquete.

As redes sociais também impulsionam esse comportamento, com influenciadores promovendo apostas múltiplas e combinações mais complexas. Isso cria uma demanda crescente por plataformas capazes de oferecer variedade, flexibilidade e funcionalidades avançadas.

Entre os principais desafios das tecnologias antigas estão justamente a limitação na combinação de mercados e a dificuldade de oferecer cash out em tempo real para apostas múltiplas e player props. Apostadores modernos esperam experiências fluidas e sem restrições.

A necessidade de soluções mais sofisticadas

Segundo a análise, soluções genéricas de odds já não conseguem atender plenamente às necessidades de sportsbooks modernos. Produtos padronizados são desenvolvidos para uma média global e não consideram especificidades regionais, perfis de risco ou comportamento local dos jogadores.

O caminho apontado é a adoção de soluções mais integradas e personalizadas, baseadas em algoritmos capazes de processar informações em milissegundos. Mudanças de escalação, alterações táticas e oscilações em tempo real precisam ser refletidas rapidamente nas odds para manter os mercados ativos e equilibrar risco e margem.

Esses sistemas também permitem maior flexibilidade para combinações de mercados e funcionalidades de cash out, reduzindo a necessidade de suspensões frequentes e problemas de precificação.

Disputa pelo futuro do mercado brasileiro

O mercado brasileiro de apostas esportivas é considerado grande demais e sofisticado demais para operar com padrões limitados de trading. À medida que o setor amadurece, a tendência é que as operadoras mais bem posicionadas sejam aquelas que investirem em tecnologia dinâmica, automação e soluções centradas na experiência do jogador.

Ao priorizar expertise em trading e mercados mais modernos, as casas de apostas podem fortalecer sua posição em um dos mercados mais relevantes da indústria global.

  


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