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Proibir publicidade de bets fortalece mercado ilegal, diz ANJL

ibjr publica nota contestando fala do presidente da república sobre proibição do mercado de apostas

Proibir publicidade de bets fortalece mercado ilegal, diz ANJL

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Entidade critica projetos de lei em tramitação no Congresso e alerta para o risco de migração de usuários. Mercado clandestino já representa 52% das apostas no país.

Propostas em tramitação no Congresso com o objetivo de proibir a publicidade de empresas de apostas de quota fixa no Brasil, como o Projeto de Lei nº 3.563/2024, têm gerado insatisfação no mercado regulado do país.

A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), que representa as bets licenciadas, publicou na terça-feira (10) uma nota contrária às iniciativas. A entidade afirmou estar preocupada com “a perspectiva de novos retrocessos no esforço de garantir a regulação adequada do setor”.

“Sinalizar com proibições dessas atividades representa o maior e mais grave estímulo à atuação das plataformas ilegais”, declarou a ANJL. A associação destacou que essas plataformas, que segundo dados do Instituto Esfera representam 52% do mercado, “operam sem qualquer fiscalização, não oferecem proteção ao consumidor, não impedem o acesso de menores de idade, não possuem políticas contra o endividamento e não contribuem com a sociedade por meio da arrecadação de tributos ou do apoio aos setores esportivo e cultural”.

Veja também: Presidente da Câmara defende prudência na análise da proibição de publicidade de apostas online

Citando dados do Ministério da Fazenda, a entidade indicou a projeção de que o mercado clandestino seria responsável por um prejuízo financeiro de mais de R$ 80 bilhões (US$ 15,5 bilhões) nos próximos cinco anos. “Isso sem falar das perdas decorrentes da ausência de combate efetivo ao mercado ilegal e da ausência de pagamento de tributos por esses operadores clandestinos”, acrescentou a entidade.

“São as empresas reguladas que asseguram que, de acordo com dados oficiais do Ministério da Fazenda referentes ao ano de 2025, o ticket médio dos apostadores seja de R$ 110 (US$ 21,30), sendo que 95% dos apostadores gastam menos de R$ 70 (US$ 13,56) por mês. São cuidados que não ocorrem no mercado ilegal, em que não há qualquer preocupação com endividamento ou com o acesso de menores de idade às plataformas clandestinas”, argumenta a Associação.

Inspirada nas experiências na Alemanha e Holanda, a ANJL afirma que criar proibições de publicidade atingem diretamente a proteção dos clientes, o que acarretaria na migração de usuários para plataformas ilegais.

O mercado legalizado, segundo a entidade, representa uma cadeia econômica que tem potencial
de criar cerca de 100 mil empregos diretos e indiretos
no país. Entre as áreas que geram postos de trabalho, estão tecnologia, marketing, compliance, meios de pagamento, mídia, produção de conteúdo e patrocínio esportivo.

Uma eventual proibição de publicidade das bets poderia ainda gerar impactos econômicos em outras áreas. “Haveria impacto nos bilhões de reais investidos no esporte brasileiro e na cultura por meio de patrocínios a clubes, eventos, projetos, campeonatos e federações. Esses investimentos privados passaram, inclusive, a ocupar espaço anteriormente sustentado por recursos públicos”, disse a ANJL.

“A ANJL e as empresas reguladas reiteram seu empenho em contribuir com o combate às apostas ilegais e com o aprimoramento permanente do setor. A Associação permanece à disposição do Governo Federal para debater opções de aperfeiçoamento da regulação, com base em dados técnicos, segurança jurídica e combate efetivo à clandestinidade, que é o tema que deve ser o principal objeto de qualquer política de proibição”, finaliza a nota.

Entidade critica projetos de lei em tramitação no Congresso e alerta para o risco de migração de usuários. Mercado clandestino já representa 52% das apostas no país.

Propostas em tramitação no Congresso com o objetivo de proibir a publicidade de empresas de apostas de quota fixa no Brasil, como o Projeto de Lei nº 3.563/2024, têm gerado insatisfação no mercado regulado do país.

A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), que representa as bets licenciadas, publicou na terça-feira (10) uma nota contrária às iniciativas. A entidade afirmou estar preocupada com “a perspectiva de novos retrocessos no esforço de garantir a regulação adequada do setor”.

“Sinalizar com proibições dessas atividades representa o maior e mais grave estímulo à atuação das plataformas ilegais”, declarou a ANJL. A associação destacou que essas plataformas, que segundo dados do Instituto Esfera representam 52% do mercado, “operam sem qualquer fiscalização, não oferecem proteção ao consumidor, não impedem o acesso de menores de idade, não possuem políticas contra o endividamento e não contribuem com a sociedade por meio da arrecadação de tributos ou do apoio aos setores esportivo e cultural”.

Veja também: Presidente da Câmara defende prudência na análise da proibição de publicidade de apostas online

Citando dados do Ministério da Fazenda, a entidade indicou a projeção de que o mercado clandestino seria responsável por um prejuízo financeiro de mais de R$ 80 bilhões (US$ 15,5 bilhões) nos próximos cinco anos. “Isso sem falar das perdas decorrentes da ausência de combate efetivo ao mercado ilegal e da ausência de pagamento de tributos por esses operadores clandestinos”, acrescentou a entidade.

“São as empresas reguladas que asseguram que, de acordo com dados oficiais do Ministério da Fazenda referentes ao ano de 2025, o ticket médio dos apostadores seja de R$ 110 (US$ 21,30), sendo que 95% dos apostadores gastam menos de R$ 70 (US$ 13,56) por mês. São cuidados que não ocorrem no mercado ilegal, em que não há qualquer preocupação com endividamento ou com o acesso de menores de idade às plataformas clandestinas”, argumenta a Associação.

Inspirada nas experiências na Alemanha e Holanda, a ANJL afirma que criar proibições de publicidade atingem diretamente a proteção dos clientes, o que acarretaria na migração de usuários para plataformas ilegais.

O mercado legalizado, segundo a entidade, representa uma cadeia econômica que tem potencial
de criar cerca de 100 mil empregos diretos e indiretos
no país. Entre as áreas que geram postos de trabalho, estão tecnologia, marketing, compliance, meios de pagamento, mídia, produção de conteúdo e patrocínio esportivo.

Uma eventual proibição de publicidade das bets poderia ainda gerar impactos econômicos em outras áreas. “Haveria impacto nos bilhões de reais investidos no esporte brasileiro e na cultura por meio de patrocínios a clubes, eventos, projetos, campeonatos e federações. Esses investimentos privados passaram, inclusive, a ocupar espaço anteriormente sustentado por recursos públicos”, disse a ANJL.

“A ANJL e as empresas reguladas reiteram seu empenho em contribuir com o combate às apostas ilegais e com o aprimoramento permanente do setor. A Associação permanece à disposição do Governo Federal para debater opções de aperfeiçoamento da regulação, com base em dados técnicos, segurança jurídica e combate efetivo à clandestinidade, que é o tema que deve ser o principal objeto de qualquer política de proibição”, finaliza a nota.

  

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