Bloqueio do acesso a bets chega a 2,8 milhões de beneficiários do Bolsa Família e BPC
Esse número representa pouco mais de 10% do total de contemplados pelos dois programas sociais.
Brasília.- O Ministério da Fazenda atualizou o número de contemplados pelo Programa Bolsa Família e pelo Benefício de Prestação Continuada (BPC) que estão impedidos de usar plataformas de apostas de quota fixa. Segundo a pasta, 2,8 milhões de beneficiários estão afastados das bets no país.
De acordo com o ministério, essa número representa pouco cerca de 10,4% do total de contemplados pelos dois programas sociais. Segundo o que publicou a Folha de S. Paulo, esse dado equivale a 11,2% dos 25 milhões de brasileiros que apostaram ao menos uma vez em 2025.
Veja também: Autoexclusão nas bets alcança 925 mil usuários no Brasil
Os 2,8 milhões de beneficiários bloqueados são aqueles que já tinham contas previamente em plataformas de apostas. Por conta da determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), os outros mais de 27 milhões de inscritos nos programas sociais estão impedidos de fazer novos cadastros nas casas de apostas.
As operadoras de igaming devem consultar no Sistema de Gestão de Apostas (Sigap) o CPF de usuários que solicitam cadastro nas plataformas para verificar se as pessoas estão inscritas nos benefícios federais. “Durante a verificação é indicado objetivamente se é ou não beneficiário de programas sociais, com ‘impedido’ ou ‘não impedido’”, explica a Ministério da Fazenda.
As empresas regulamentadas do setor de apostas são obrigadas vasculhar quinzenalmente suas bases de usuários para verificar se há algum cliente que não deveria estar na plataforma.
Além da atualização sobre o bloqueio de usuários do Bolsa Família e BPC, o Ministério da Fazenda divulgou também números sobre a ferramenta de autoexclusão. A pasta informou que 925 mil pessoas já solicitaram o afastamento voluntário das bets.
O dado foi divulgado na quinta-feira (9) e representa um aumento em relação ao levantamento anterior, publicado em junho, quando cerca de 700 mil usuários haviam aderido ao mecanismo.
A autoexclusão permite que o próprio apostador solicite o bloqueio de seu acesso às plataformas regulamentadas, como forma de prevenir ou reduzir comportamentos relacionados ao jogo problemático. Segundo o Ministério da Fazenda, a ferramenta integra o conjunto de medidas adotadas pelo governo para reforçar a proteção dos consumidores no mercado regulado de apostas de quota fixa.
Além da autoexclusão, o governo federal também prepara a entrada em vigor de novas regras para a publicidade das empresas de apostas. As normas passam a valer em 17 de julho e estabelecem critérios mais rigorosos para a divulgação dos serviços pelas operadoras autorizadas.
As iniciativas fazem parte da estratégia do governo para fortalecer o ambiente regulado, ampliar as práticas de jogo responsável e aumentar a fiscalização sobre o setor de apostas no país.
Esse número representa pouco mais de 10% do total de contemplados pelos dois programas sociais.
Brasília.- O Ministério da Fazenda atualizou o número de contemplados pelo Programa Bolsa Família e pelo Benefício de Prestação Continuada (BPC) que estão impedidos de usar plataformas de apostas de quota fixa. Segundo a pasta, 2,8 milhões de beneficiários estão afastados das bets no país.
De acordo com o ministério, essa número representa pouco cerca de 10,4% do total de contemplados pelos dois programas sociais. Segundo o que publicou a Folha de S. Paulo, esse dado equivale a 11,2% dos 25 milhões de brasileiros que apostaram ao menos uma vez em 2025.
Veja também: Autoexclusão nas bets alcança 925 mil usuários no Brasil
Os 2,8 milhões de beneficiários bloqueados são aqueles que já tinham contas previamente em plataformas de apostas. Por conta da determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), os outros mais de 27 milhões de inscritos nos programas sociais estão impedidos de fazer novos cadastros nas casas de apostas.
As operadoras de igaming devem consultar no Sistema de Gestão de Apostas (Sigap) o CPF de usuários que solicitam cadastro nas plataformas para verificar se as pessoas estão inscritas nos benefícios federais. “Durante a verificação é indicado objetivamente se é ou não beneficiário de programas sociais, com ‘impedido’ ou ‘não impedido’”, explica a Ministério da Fazenda.
As empresas regulamentadas do setor de apostas são obrigadas vasculhar quinzenalmente suas bases de usuários para verificar se há algum cliente que não deveria estar na plataforma.
Além da atualização sobre o bloqueio de usuários do Bolsa Família e BPC, o Ministério da Fazenda divulgou também números sobre a ferramenta de autoexclusão. A pasta informou que 925 mil pessoas já solicitaram o afastamento voluntário das bets.
O dado foi divulgado na quinta-feira (9) e representa um aumento em relação ao levantamento anterior, publicado em junho, quando cerca de 700 mil usuários haviam aderido ao mecanismo.
A autoexclusão permite que o próprio apostador solicite o bloqueio de seu acesso às plataformas regulamentadas, como forma de prevenir ou reduzir comportamentos relacionados ao jogo problemático. Segundo o Ministério da Fazenda, a ferramenta integra o conjunto de medidas adotadas pelo governo para reforçar a proteção dos consumidores no mercado regulado de apostas de quota fixa.
Além da autoexclusão, o governo federal também prepara a entrada em vigor de novas regras para a publicidade das empresas de apostas. As normas passam a valer em 17 de julho e estabelecem critérios mais rigorosos para a divulgação dos serviços pelas operadoras autorizadas.
As iniciativas fazem parte da estratégia do governo para fortalecer o ambiente regulado, ampliar as práticas de jogo responsável e aumentar a fiscalização sobre o setor de apostas no país.