Entidade diz que juros altos, e não apostas, causam endividamento. Medida pode empurrar usuários para plataformas clandestinas, alerta associação.
A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) avaliou de forma positiva a intenção do governo federal ao incluir medidas voltadas aos apostadores no pacote do Desenrola 2, mas fez ressalvas importantes sobre possíveis efeitos da proposta.
Em nota, a entidade afirma que a iniciativa apresenta “contradições relevantes”, especialmente ao associar o endividamento da população às apostas online. Segundo a ANJL, estudos recentes, como os realizados pela Pay4Fun e pela LCA Consultoria, indicam que os gastos com apostas estão longe de figurar entre os principais fatores de comprometimento da renda familiar.
De acordo com a associação, o maior impacto no endividamento dos brasileiros está relacionado às altas taxas de juros, principalmente no crédito rotativo do cartão e no cheque especial. A entidade cita como exemplo um consumidor com dívida de R$ 20 mil ( US$ 4 mil) no cartão de crédito que, mesmo apostando cerca de R$ 50 (US$ 10) por mês, poderia sofrer restrições previstas no programa.
Veja também: ANJL rebate pesquisa que responsabiliza as apostas online pelo endividamento das famílias brasileiras
Outro ponto de crítica envolve o alcance da medida. A ANJL destaca que o bloqueio atingiria apenas as 84 operadoras autorizadas pelo Ministério da Fazenda, sem incluir outras modalidades, como loterias, nem o mercado ilegal. Para a entidade, há risco de migração de usuários para plataformas clandestinas, que operam sem regulamentação e sem mecanismos de proteção ao consumidor.
A associação também reforçou que apostas não devem ser encaradas como forma de renda ou investimento. No entanto, defende que eventuais medidas de controle sejam proporcionais e direcionadas aos reais fatores de endividamento, com foco no bem-estar financeiro e mental dos usuários.
O posicionamento ocorre após declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a nova fase do programa, que deve incluir regras específicas relacionadas ao comportamento financeiro de apostadores.
Entidade diz que juros altos, e não apostas, causam endividamento. Medida pode empurrar usuários para plataformas clandestinas, alerta associação.
A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) avaliou de forma positiva a intenção do governo federal ao incluir medidas voltadas aos apostadores no pacote do Desenrola 2, mas fez ressalvas importantes sobre possíveis efeitos da proposta.
Em nota, a entidade afirma que a iniciativa apresenta “contradições relevantes”, especialmente ao associar o endividamento da população às apostas online. Segundo a ANJL, estudos recentes, como os realizados pela Pay4Fun e pela LCA Consultoria, indicam que os gastos com apostas estão longe de figurar entre os principais fatores de comprometimento da renda familiar.
De acordo com a associação, o maior impacto no endividamento dos brasileiros está relacionado às altas taxas de juros, principalmente no crédito rotativo do cartão e no cheque especial. A entidade cita como exemplo um consumidor com dívida de R$ 20 mil ( US$ 4 mil) no cartão de crédito que, mesmo apostando cerca de R$ 50 (US$ 10) por mês, poderia sofrer restrições previstas no programa.
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Outro ponto de crítica envolve o alcance da medida. A ANJL destaca que o bloqueio atingiria apenas as 84 operadoras autorizadas pelo Ministério da Fazenda, sem incluir outras modalidades, como loterias, nem o mercado ilegal. Para a entidade, há risco de migração de usuários para plataformas clandestinas, que operam sem regulamentação e sem mecanismos de proteção ao consumidor.
A associação também reforçou que apostas não devem ser encaradas como forma de renda ou investimento. No entanto, defende que eventuais medidas de controle sejam proporcionais e direcionadas aos reais fatores de endividamento, com foco no bem-estar financeiro e mental dos usuários.
O posicionamento ocorre após declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a nova fase do programa, que deve incluir regras específicas relacionadas ao comportamento financeiro de apostadores.
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