Relatório da Legitimuz detalha perfil de 25 milhões de apostadores brasileiros 

A Legitimuz, empresa de tecnologia especializada em verificação de identidade digital, lançou relatório com dados sobre idade, renda, gênero e comportamento digital de 25 milhões de apostadores brasileiros. A apresentação foi feita durante o Legitimuz Day 2026, realizado na segunda-feira, 18, em São Paulo,

Os dados, divulgados pelo BNLData, mostram que a maioria dos usuários tem entre 25 e 34 anos, enquanto as mulheres representam 35,9% da base de jogadores. Ao todo, 73% dos apostadores verificados possuem renda entre R$ 1.500 e R$ 3.000.


“Isso aqui não é uma pesquisa, não é uma hipótese. São dados reais”, afirmou Kayky Janiszewski, fundador e CEO da Legitimuz, acrescentando que parte das informações divulgadas pela mídia sobre perfil etário, renda e gênero dos apostadores brasileiros nem sempre reflete a realidade. Segundo o executivo, o objetivo da empresa é contribuir para o debate com dados verificados.

Principais dados coletados pela Legitimuz

Enquanto apostadores entre 18 e 24 anos representam 24,6% da base analisada, a faixa etária de 25 a 34 anos aparece como a mais representativa entre os usuários, com 35,8%. O levantamento também identificou a presença de jogadores entre 35 e 44 anos (23,9%) e entre 45 e 64 anos (14,9%).

Os dados coletados pelo levantamento contrariam a percepção pública de que grande parte dos apostadores seria composta por jovens ou adolescentes. O CEO da Legitimuz destacou que as informações indicam que os mecanismos de verificação de identidade têm sido eficientes para impedir o acesso de menores de idade às plataformas.


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Além disso, o estudo apontou renda média de R$ 2.500, com 75% dos usuários pertencentes às classes sociais D e E. Segundo Janiszewski, apesar dessas faixas concentrarem maior volume de usuários, os depósitos de valores mais altos estão majoritariamente entre apostadores das classes A e B. O executivo acrescentou que a receita bruta de jogo (GGR) dos operadores é composta, principalmente, por jogadores de renda mais elevada.

Perfis em destaque

O levantamento identificou dois perfis distintos de apostadores. O primeiro, considerado predominante, reúne usuários com idade média de 33 anos, pertencentes majoritariamente à classe D, com renda média de R$ 2.500 e score de crédito próximo a 300 pontos. Segundo o estudo, esse público utiliza dispositivos Android, acessa as plataformas principalmente pelo Instagram e trabalha, em grande parte, como autônomo, demandando experiências mobile-first.

Já o segundo perfil é composto por usuários com maior potencial de receita. De acordo com o levantamento, esses apostadores possuem vínculo empregatício formal, score de crédito superior a 400 pontos, capacidade efetiva de depósito e Fundo de Garantia (FGTS) ativo.

Mulheres em ascensão

Janiszewski comparou a participação feminina nas apostas do Brasil à do Reino Unido, considerado um dos principais mercados globais do segmento: “Lá [no Reino Unido], o percentual de mulheres fica entre 38% e 42%. O Brasil pode não só alcançar como superar esses números. É um grande insight para campanhas de marketing mais direcionadas”.

Outras informações relevantes

A pesquisa também identificou que a maioria dos apostadores (51%) possui cadastro em duas ou mais operadoras distintas, com 43% mantendo registros ativos entre duas e sete plataformas.

Segundo Janiszewski, os números indicam que os usuários buscam promoções e benefícios em diferentes empresas, representando um desafio para a fidelização de clientes no setor.

Além disso, mais da metade dos apostadores (77,5%) utilizam dispositivos móveis com sistema operacional Android, enquanto uma parcela menor (22,5%) utiliza iOS. Os dados também demonstraram que metade dos usuários de Android ainda usa versões do sistema anteriores a 2023. 

“Isso impacta completamente a experiência. Fluxos pesados, com muitos gráficos, não trazem uma boa experiência para esses usuários”, afirmou Janiszewski.

Em relação aos processos de verificação de identidade, o levantamento revelou padrões específicos no comportamento digital dos usuários: 20% dos acessos aos sistemas de verificação têm origem no Instagram, sendo o navegador Chrome responsável por 47% das sessões

A apresentação também destacou desafios técnicos recorrentes, como a negativa de acesso à câmera do dispositivo, problema que ocorre em uma a cada dez tentativas de verificação e, segundo Janiszewski, impacta diretamente a conversão das plataformas. Em adição, o estudo apontou que o maior volume de verificações ocorre entre 18h e 22h, faixa horária que concentra 31,4% das validações realizadas.

“Queremos acabar com as informações erradas que saem na mídia sobre o nosso setor, sobre quem é o apostador. É assim que a gente faz um setor melhor, um setor mais seguro”, afirmou o executivo. 

Verificação digital avança no mercado regulado

Identidade visual/logotipo da Legitimuz.
Crédito: Legitimuz

Atualmente, a Legitimuz processa cerca de 300 mil cadastros diários, além de registrar 1,5 milhão de operações por dia, incluindo acessos, saques, alterações de senha e autenticações. De acordo com a empresa, a expectativa é de que esse volume dobre durante a Copa do Mundo de 2026. 

Os documentos de identidade (RG), físicos e digitais, representam 69,2% dos envios para verificação, com taxa de conversão de 84,8%. A Carteira Nacional de Habilitação (CNH) corresponde a 25,7% dos documentos utilizados nos processos.

Durante a apresentação, Janiszewski afirmou que o Brasil está entre os países mais avançados em identidade digital, destacando a integração direta com bases do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) para validação de CNH e de RG digitais. 

Janiszewski afirmou que a empresa já evitou mais de R$ 100 milhões em fraudes por meio de seus sistemas de monitoramento e de inteligência artificial (IA), capazes de identificar comportamentos suspeitos em tempo real. Segundo o executivo, a próxima etapa da Legitimuz será ampliar o foco em ferramentas de jogo responsável, utilizando dados financeiros e padrões de comportamento dos usuários para auxiliar operadores na implementação de práticas de proteção ao apostador.


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A Legitimuz, empresa de tecnologia especializada em verificação de identidade digital, lançou relatório com dados sobre idade, renda, gênero e comportamento digital de 25 milhões de apostadores brasileiros. A apresentação 


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